Economia

CCP pede à 'troika' meios para financiar empresas

  • 20 de Abril de 2011
  • 269 Visualizações, Última Leitura a 17 Novembro 2017 às 21:10
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O presidente da CCP defendeu hoje na reunião com a 'troika' a necessidade de serem criados instrumentos para financiar as empresas.

"Centrámo-nos basicamente nas medidas de apoio às empresas e focámos de uma forma muito insistente a necessidade de serem criados meios para financiar as mesmas", afirmou aos jornalistas João Vieira Lopes, à saída da reunião com os peritos do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia, que decorreu no Ministério das Finanças.

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) disse ainda que, durante o encontro, manifestou a sua preocupação com "o encerramento massivo de empresas viáveis por não terem meios financeiros".

João Vieira Lopes afirmou que a confederação propôs que "a reforma do Estado fosse feita de forma mais organizada", afirmando que "não é solução fazer cortes transversais de salários e de deduções".

A solução é, defendeu, "saber quais são as funções do Estado e os serviços que devem existir ou não". O presidente da CCP disse que os especialistas da 'troika' não
emitiram opiniões, tendo-se manifestado "mais preocupados com aspectos financeiros, custos de contexto e alguns aspectos laborais, sobretudo no que respeita à flexibilização".

João Vieira Lopes disse ainda que o salário mínimo não foi abordado no encontro.
A 'troika' iniciou na segunda-feira as negociações com os responsáveis portugueses para delinear um plano de ajuda financeira a Portugal, após o pedido feito pelo primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, a 6 de Abril.

A equipa liderada por Jürgen Kröger (CE), Rasmus Rüffer (BCE) e Poul Thomsen (FMI) está a realizar encontros com várias entidades, de modo a estabelecer os compromissos que Portugal terá de assumir para, em troca, receber a ajuda financeira. Quando houver acordo, será redigido um memorando de entendimento, que será enviado para Bruxelas e terá de ser aprovado pelo Ecofin, que reúne os ministros das Finanças da União Europeia.

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