Economia

Destino Açores com défice de notoriedade

  • 15 de Abril de 2011
  • 236 Visualizações, Última Leitura a 20 Julho 2017 às 18:31
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O turismo nos Açores, apesar da evolução positiva registada na última década, ainda sofre de falta de notoriedade, mas também necessita que os empresários privados adequem a oferta hoteleira aos produtos turísticos que a Região oferece.

Segundo o secretário regional da Economia, que apresentou em Ponta Delgada uma visão estratégica para o turismo dos Açores, o setor registou uma "evolução notável" na última década, com aumento de hóspedes, de dormidas, de receitas e do parque hoteleiro, que disponibiliza atualmente mais de oito mil camas.

Apesar disso, Vasco Cordeiro alertou para alguns "sinais" que merecem atenção, definindo vários "desafios estratégicos", entre os quais se destacam a notoriedade do destino e a articulação dos produtos turísticos e com a oferta hoteleira.

O governante referiu que "os Açores continuam a ter um défice de notoriedade como destino turístico em mercados que nos interessa explorar", como são os casos "da Alemanha, da Itália, Áustria, França, Reino Unido, Espanha, os países escandinavos, a Holanda, a Finlândia ou as províncias do Canadá e alguns estados do EUA", onde "o conhecimento dos Açores como destino turístico é ainda incipiente ou inexistente".

Para inverter este quadro, estão em curso campanhas de promoção para divulgar o destino Açores.

O outro "pilar estratégico" definido por Vasco Cordeiro prende-se com a "articulação entre a oferta hoteleira e as atividades e serviços" que os Açores têm para oferecer ao turista.

"Um dos nossos grandes desafios estratégicos não está só no que promovemos, nem no tipo de promoção que fazemos, está na correspondência entre aquilo que divulgamos e aquilo que temos para oferecer", defendeu.

Para Vasco Cordeiro, compete "inquestionavelmente" às entidades privadas tomar medidas nesta área.

"A iniciativa de vocacionar aquela que é atualmente uma unidade hoteleira adequada ao turismo de negócios para turismo de lazer é claramente uma decisão do privado", frisou, acrescentando que compete às entidades públicas "o apoio a essas iniciativas".

O secretário regional da Economia defendeu que é necessária "uma maior pró-atividade e até dinamismo nesta área", mas alertou que o turismo nos Açores não pode vingar sem uma forte componente de qualidade.

"Receio que, enquanto nos centrarmos a sacrificar elementos ao preço e não acrescentarmos elementos valorizadores que possam justificar o preço, dificilmente faremos a evolução estratégica que o turismo dos Açores tanto reclama", afirmou.

Nesse sentido, considerou que "não se pode alicerçar uma estratégia de desenvolvimento do setor turístico dos Açores radicada na capacidade de ser um destino mais barato do que outros".

Vasco Cordeiro destacou ainda a importância das acessibilidades, referindo o papel da SATA como "instrumento de consolidação e fortalecimento" do turismo nos Açores, mas também o transporte marítimo de passageiros e viaturas entre as ilhas do arquipélago como fator de criação de "um verdadeiro mercado interno". 


Governo toma medidas contra agravamento da sazonalidade

A queda de 7,7 por cento nas dormidas nos estabelecimentos hoteleiros dos Açores em fevereiro traduz uma "acentuação da sazonalidade" deste destino turístico que preocupa o Governo, admitiu o secretário regional da Economia.

"O que se verifica é que há um agravamento da sazonalidade do destino Açores", afirmou Vasco Cordeiro, salientando que, "da mesma forma que há uma queda do número de dormidas nos meses da época baixa, existe um crescimento nos meses de época alta".

Segundo o secretário regional da Economia, esta situação "preocupa o Governo regional, porque reduz a uma margem de tempo relativamente curta as condições de exploração e rentabilidade dos investimentos que foram feitos".

Para inverter este quadro, Vasco Cordeiro disse que "estão a ser tomadas medidas, que são o ponto de partida para criar outra sustentabilidade".

Entre essas medidas está o apoio à iniciativa de operadores para trazer turistas aos Açores, como a que vai ocorrer na época da Páscoa, mas também um esforço acrescido ao nível da promoção do destino, nomeadamente nos meios com impacto mais geral na população dos mercados emissores.

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