Economia

Açores com a maior quebra de dormidas no país

  • 13 de Abril de 2011
  • 241 Visualizações, Última Leitura a 24 Setembro 2017 às 12:16
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O último indicador do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a actividade turística do país, coloca os Açores como a região do país onde se registaram as menores dormidas.

Estes são dados relativos ao mês de Fevereiro que referem que, enquanto que este ano 35,8 mil pessoas pernoitaram no arquipélago, em igual período do ano passado, esse valor foi de 38,8 mil turistas. Ou seja, houve uma variação negativa de 7,7 por cento.

No relatório, publicado ontem pelo INE, a principal conclusão aponta para o facto de a hotelaria “manter uma evolução global desfavorável”.

Mas no que diz respeito à distribuição regional do total de dormidas, face ao período homólogo, em que houve, pela positiva, acréscimos no Alentejo (+9,7 por cento) e no Algarve (+1,1 por cento), “alterações sensíveis” de -0,3 por cento e -0,4 por cento, respectivamente, em Lisboa e na Madeira, os valores do arquipélago destacam-se pela negativa: “as restantes regiões evoluíram negativamente, de forma mais expressiva nos Açores (-7,7 por cento) e no Centro (-5,5 por cento)”.

Alentejo e Algarve com dormidas

O Alentejo manteve a liderança em termos de crescimento de dormidas, beneficiando, refere o INE “do aumento da procura dos seus principais mercados emissores, nomeadamente o nacional e o espanhol”. No Algarve destaca-se o contributo positivo dos mercados espanhol e holandês, embora o principal mercado emissor da Região, o britânico, apresente ainda decréscimo tal como sucedeu em Janeiro.

Mesmo, no que diz respeito à taxa líquida de ocupação-cama e estada média, que em Fevereiro de 2011 apresentaram uma taxa de ocupação de 26 por cento, inferior à do período homólogo em 1,2 pontos percentuais, foram esta duas regiões que tiveram um saldo positivo.

“Regionalmente, a taxa de ocupação-cama revelou melhorias apenas no Alentejo (+1,1 pontos percentuais) e na Madeira (+0,3 pontos percentuais.). As restantes regiões reduziram os níveis de ocupação, com maior intensidade no Centro (-2,6 pontos percentuais).

2,5 dias nos Açores

Neste parâmetro de avaliação, o da ocupação de cama e estada média, os Açores mantiveram a sua média de dois dias e meio de estada, mas com uma taxa de ocupação que passou dos 17,2 por cento (Fevereiro 2010) para os 15,8 por cento (Fevereiro 2011). De registar que, também a nível nacional, a estada média é de 2,5 noites.

“Os valores da estada média, quer por região quer por tipo de estabelecimento, foram maioritariamente inferiores aos do período homólogo, o que poderá estar associado ao facto de o Carnaval em 2010 ter acontecido em Fevereiro, enquanto em 2011 foi em Março”, justifica o INE.

Açores com o menor lucro por quarto

Em termos económicos, os Açores tiveram uma redução de lucros na ordem dos 12,9 por cento, registando 1,7 milhões de euros em Fevereiro de 2011.

Em termos gerais, a hotelaria apresentou 83,6 milhões de euros de proveitos totais e 54,3 milhões de proveitos de aposento, valores que correspondem a decréscimos homólogos de 6,9 por cento e 4 por cento, respectivamente.

O Alentejo foi a única região a apresentar evoluções positivas para ambos os indicadores (variações homólogas superiores a 10 por cento), à semelhança do mês anterior.

Analisando o rendimento médio por quarto, os Açores apresentam os valores mais baixos do país, de cerca de 10,6 euros por quarto.

O mais caro foi Lisboa (26,2 euros), seguindo-se a Madeira (22,2 euros).

Em termos globais, “No mês de Fevereiro de 2011 os estabelecimentos hoteleiros registaram 1,9 milhões de dormidas, valor semelhante ao do mês homólogo do ano anterior (-0,4 por cento).

Mantendo a tendência dos últimos meses, as dormidas dos residentes decresceram 3,1 por cento, enquanto as dos não residentes, que representavam 63,2 por cento do total, registaram um acréscimo de 1,2 por cento.

Os mercados que mais contribuíram para este crescimento foram o francês, o espanhol, o holandês e o alemão”.

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