Economia

Angra ouve conselhos para empreender

  • 12 de Abril de 2011
  • 254 Visualizações, Última Leitura a 26 Setembro 2017 às 12:57
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Em tempos de crise a palavra-chave é empreendedorismo e a ilha Terceira parece acreditar nisso. Ao início da manhã de sábado estava cheio o Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo para a primeira conferência internacional sobre o tema realizada na ilha.

A ideia do evento partiu de um estudante terceirense do mestrado em Gestão do ISCTE, André Leonardo, e foi colocada no terreno em parceria com a Câmara de Comércio e com a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.

Na plateia, destaque para o elevado número de jovens, de várias escolas.

As ideias começaram a circular com a subida ao palco do primeiro painel, composto por Rui Vinhas da Silva, professor associado do ISCTE Business School, Pedro Carrilho, diretor da "Kash Finanças Pessoais" e Virgínia Trigo, professora de empreendedorismo no ISCTE.

Todos os palestrantes sublinharam que a crise é uma oportunidade para o empreendedorismo e inovação.

Rui Vinhas da Silva admitiu que é importante equilibrar as contas públicas, mas mais vital criar uma economia real que retire o país "do sufoco".

O professor universitário acredita que se Portugal não atingir 60 por cento de dívida pública tolerável em 2015 permanecerá numa situação precária até 2037.

Já Pedro Carrilho alertou para a falta de educação financeira em Portugal, que podia existir nas escolas, e frisou que o nível de poupança dos portugueses anda abaixo dos 10 por cento.

Deixou alguns conselhos: As pessoas deviam já ter aberto contas para situações de emergência, com fundos suficientes para suportar até seis meses das suas despesas.

A manhã prosseguiu em direção a território açoriano, com o painel que incluiu Sandro Paim, presidente da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, Arnaldo Machado, diretor regional de apoio ao Investimento e Competitividade e Nélia Branco, em representação do Gabinete de Empreendedorismo da Universidade dos Açores.

Sandro Paim admitiu impactos a ter em conta da crise nacional nos Açores, sendo que 35 por cento do orçamento regional depende do Orçamento de Estado.

Admitiu que o papel das câmaras de comércio é apoiar o empreendedorismo e voltou a defender uma Escola de Negócios nos Açores.

Nélia Branco adiantou que o centro de empreendedorismo já dirigiu ações a mais de 400 formandos e defendeu a importância de estreitar ainda mais a relação entre a academia e o mundo empresarial.

Arnaldo Machado apresentou os sistemas de apoio ao empreendedorismo em vigor na Região, materializados no SIDER e no Empreende Jovem, que na Terceira pode apoiar a 50 por cento as iniciativas empreendedoras de jovens entre os 18 e 35 anos.

A tarde foi reservada para a intervenção de Luis Filipe Vieira, presidente do Sport Lisboa e Benfica, que destacou a rentabilidade e internacionalização do canal do clube.

Luis Marques, diretor geral da SIC, brincou ao lançar ser sportinguista e frisou a necessidade de se inovar constantemente. "Quem não o conseguir, fracassa".

Para falar de Paixão, Tecnologia e Ambiente, chegaram o estilista Manuel Alves, José Manuel Péricles e Anna Tenje.

Péricles foi o grande impulsionador da cidade Industrial do Valle del Nalon, nas Astúrias, Espanha.

Entre muitas palavras sábias, deixou a necessidade de perder o medo e o estigma de um primeiro fracasso.

Anna Tenje, apresentou o exemplo "verde" de Vaxjo, na Suécia, elogiando as potencialidades dos Açores.
 
Manuel Alves desmistificou o termo empreendedorismo, por vezes com uma superfície tão fria e indefinida.

"Não sou um empreendedor, não me considero como tal. Apenas sou alguém que trabalhou muito ao longo da vida e com muita paixão".

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