Economia

Congresso para incentivar "vontade de empreender" reuniu 500 participantes

  • 11 de Abril de 2011
  • 174 Visualizações, Última Leitura a 17 Novembro 2017 às 21:05
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O I Congresso Internacional de Empreendedorismo reuniu sábado mais de 500 participantes, numa iniciativa da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo, na Terceira, para incentivar o investimento e motivar os empresários.

"O objectivo é que possamos criar motivação e melhor será se conseguirmos fazer com que 10 por cento das pessoas que estão aqui hoje tenham vontade de empreender", afirmou Sandro Paim, presidente da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo.

O congresso está integrado num ciclo promovido por esta instituição para analisar "assuntos estruturantes para a economia regional, discuti-los de forma aberta e tentar, com essa discussão, trazer algum ânimo e motivação aos novos empresários, para inovarem e estabelecerem pontes de crescimento".

André Leonardo, um jovem empreendedor local e organizador do evento, frisou que "o objectivo é não só abordar o tema empreendedorismo, falar de incentivo ou de casos de sucesso", mas dar oportunidade "aos jovens empreendedores para alargarem os seus horizontes, criarem novas ideias".

No primeiro painel, denominado 'Empreendedorismo, Economia e Finanças', Pedro Quiroga Carrilho, autor de 'O seu primeiro milhão', um dos livros da área das finanças e economia mais vendidos em Portugal, defendeu que Portugal precisa de investir em educação financeira, "algo que já acontece há mais de 50 anos em alguns países".

"A educação financeira pode ajudar nos termos de poupança, endividamento, ensinar como investir melhor, saber como o dinheiro pode dar mais qualidade de vida, mais segurança e liberdade", afirmou.

Relativamente à crise que atinge o país, frisou que "vivemos tempos economicamente muito complicados, que mexem com medos, com o bolso, com a vida das pessoas", mas defendeu que "o empreendedor tem que ser capaz de dar a volta e não se focar nos seus problemas, mas sim nas suas soluções".

 

Política estrutural
 
“A política de incentivos ao investimento privado nos Açores é “estrutural” e não uma mera resposta a conjunturas adversas”.

A ideia foi defendida  pelo Director Regional do Apoio ao Investimento e à Competitividade, no  debate da Conferência Internacional de Empreendedorismo – Açores 2011.

Segundo disse Arnaldo Machado, “a conjuntura actual adversa traz dificuldades adicionais, mas não foi, nem deve ser, nessa perspectiva que uma política de incentivo ao investimento deve ser concebida”.

Adiantou que o Governo dos Açores tem um conjunto transversal de apoios ao empreendedorismo “de carácter estrutural, alavancas do investimento privado que podem ajudar a que tenhamos, a médio e longo prazo, melhores níveis de desenvolvimento económico”.

Arnaldo Machado sublinhou que os empreendedores, mesmo em conjuntura adversa, têm que ter sempre uma base de capital próprio, “até para garantir alguma segurança financeira da empresa”, condição para aceder aos incentivos, não sendo plausível esperar que o Governo financiasse os projectos a 100%.

O Director Regional sublinhou que as taxas de comparticipação praticadas nos Açores são já são “extremamente elevadas”, não tendo paralelo nem no Continente nem na Madeira.

Arnaldo Machado apresentou na conferência uma comunicação sobre os sistemas de incentivos ao investimento privado na Região, com base numa estratégia que abrange o empreendedorismo jovem, o empreendedorismo de base tecnológica e científica e o empreendedorismo e inovação em empresas já existentes.

Entre os diversos sistemas de incentivos promovidos por diversos departamentos do Governo, o Director Regional destacou o “Empreende Jovem”, destinado a promover uma nova cultura empresarial baseada no conhecimento e na inovação, introduzindo uma cultura de risco e vontade empreendedora, estimulando o aparecimento de novos empreendedores que contribuam para a renovação e diversificação do tecido empresarial.

Outro sistema de incentivos que apresentou mais em detalhe é o SIDER – Sistema de Incentivos para o Desenvolvimento Regional dos Açores, que tem por objectivo promover o desenvolvimento sustentável da economia regional, através de medidas que visem o incremento da produtividade e competitividade das empresas.

O SIDER é composto por quatro subsistemas, abrangendo diversas actividades económicas: Apoio ao Desenvolvimento Local, Apoio ao Desenvolvimento do Turismo, Apoio ao Desenvolvimento Estratégico e Apoio ao Desenvolvimento da Qualidade e Inovação.

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