Economia

KK ARQUITECTURA E DESIGN - A aposta na diversidade e na criatividade

  • 2 de Junho de 2008
  • 654 Visualizações, Última Leitura a 18 Dezembro 2017 às 05:09
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Francisco Cunha, 45 anos, arquitecto de profissão, formado na Universidade Técnica de Lisboa, fundou há dez anos a empresa “KK, arquitectura e design, lda”. Observando uma carência na oferta da ilha, o arquitecto conjugou a profissão com o seu passatempo, o design, e um atelier próprio, hoje na rua Direita, cidade de Angra do Heroísmo.

Uma empresa jovem, composta por jovens, que faz da diversificação de actividades um lema a seguir e provavelmente uma das chaves para sucesso e reconhecimento alcançado.

A aventura KK

Se os projectos de arquitectura eram uma realidade onde Francisco Cunha se sentia confortável, a ampliação ao design foi certamente uma aventura. “Existia uma brecha no mercado local assumi o risco de fundar e desenvolver uma empresa cujo objectivo era conceber peças de mobiliário originais, e produzi-las com base, essencialmente, em materiais e mão-de-obra açorianos”, refere o arquitecto.

O departamento design cria e executa inúmeras peças de mobiliário originais com os mais variados fins, desde soluções para habitação, escritórios, departamentos governamentais, lojas, fábricas, escolas, museus, hotéis, bares, cafés, até às soluções para iluminação e mobiliário urbano, agora muito em moda nas cidades mais cosmopolitas e inovadoras.

“A criação de uma imagem original foi uma tarefa algo difícil e complicada, mas foi também bastante estimulante e, até agora, compensadora”, acrescenta Francisco Cunha.

Certamente ninguém fica indiferente aos trabalhos realizados pela empresa, mas podemos destacar a recente requalificação do centro urbano da Praia da Vitória, o novo Clube de Golfe da ilha Terceira, reconstrução do quarteirão do grupo EVT, variadas peças de mobiliário urbano, mobiliário para empresas públicas e privadas, entre muitos outros.

O “design de comunicação”

Recentemente a KK conta com a ajuda de Sofia Costa que veio complementar os serviços que a empresa pode prestar aos seus clientes. “Foi complicado perceber se haveria um mercado para este ramo, no entanto a adesão tem sido de tal forma satisfatória que tem superado as minhas melhores expectativas”, sublinha Francisco Cunha.

Na realidade havia uma carência grave no tratamento da imagem por parte das variadas empresas da ilha, principalmente nas maiores, que têm obrigação de estar ao nível das concorrentes nacionais e internacionais para conseguir competir em igualdade de circunstâncias. Sofia Costa conseguiu transmitir a mensagem e os empresários conseguiram assimilar a necessidade. “Tem sido um desafio muito grande conseguir chegar a todos os pedidos, mas felizmente um sucesso nos resultados finais que têm agradado os clientes”, refere a designer e acrescenta: “o primeiro grande trabalho foi com a Unicol, nomeadamente na padronização e uniformização da imagem, e o trabalho com a empresa NextEnergy foi deveras aliciante pelo conceito inovador”.

Colaboradores

O sucesso de qualquer empresa é proporcional à qualidade humana e tecnológica que a mesma possui. A KK tem no momento 7 funcionários, “criativos” como lhes chama Francisco Cunha, que diariamente colocam em prática o fundamental processo de criação que distingue a empresa das demais. “São todos jovens formados e muito dinâmicos, apesar de estarmos numa ilha eles não param de evoluir e para isso a empresa contribui com a ajuda necessária para formações e inovações tecnológicas”, diz o responsável.

A insularidade

Para alguém natural da Terceira, como o é Francisco Cunha, o facto de viver numa ilha e os problemas que isso acarreta em termos logísticos não assusta. No entanto, a verdade é que passados dez anos o arquitecto sente uma certa mágoa em ver que a qualidade do trabalho da sua empresa não tem os resultados e a projecção que poderia ter caso estivesse num centro urbano maior. “Não sou pessoa de me lamentar, estabeleci empresa cá por opção pessoal, gosto pela minha cidade e até porque é algo que faz parte da essência da empresa, ser dos Açores, mas poderíamos, nós e outras empresas que como têm qualidade efectiva, ser extremamente mais competitivos em mercados externos e levar o nome do arquipélago a outras paragens, não promovendo-o, mas também dignificando-o. Para isso seria preciso ter uma capacidade de resposta maior e mais eficaz em termos de transportes, que pudessem ajudar os empresários ao invés de serem um factor de atraso em relação ao resto do país e da Europa”, desabafa o profissional.

O futuro

“Assumimos que somos uma empresa multifacetada e sempre atenta aos vários nichos de negócio, só assim podemos crescer num mercado tão pequeno como o nosso. Como tal a nossa próxima aposta vai para o mercado das energias alternativas”, conta.

Paralelamente a empresa vai continuar a consolidar os trabalhos desenvolvidos, procurando sempre soluções novas e inovadoras para os clientes que vão surgindo com exigências cada vez mais complexas e aliciantes.

 

 

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