Economia

Sociedades açorianas foram as únicas com crescimento de pessoal ao serviço entre 2008 e 2009

  • 11 de Abril de 2011
  • 258 Visualizações, Última Leitura a 22 Novembro 2017 às 09:13
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“Empresas em Portugal 2009” é a mais recente publicação do Instituto Nacional de Estatística (INE) que retrata os principais indicadores económicos caracterizadores do sector empresarial português, referentes ao ano de 2009, obtidos a partir do Sistema de Contas Integradas das Empresas (SCIE).

Neste documento, é destacado o facto de as sociedades nos Açores serem “as únicas que tiveram um crescimento do pessoal ao serviço”.

Enquanto que em 2008, existiam 3.989 sociedades que deram emprego a 44.343 pessoas, em 2009 esse valor aumentou para 4.084 sociedades que tinham 44.468 pessoas ao serviço, com uma taxa de variação positiva de 0,3 por cento.

“O emprego assegurado pelas sociedades foi maioritário na região de Lisboa, com 1 115 501 pessoas ao serviço, representando 38,5% dos trabalhadores das sociedades não financeiras no ano 2009. Em termos evolutivos, aquele número representa uma quebra de 3,2%, enquanto o Algarve registou o maior decréscimo verificado no pessoal ao serviço nas sociedades (-6,6%). Apenas a Região Autónoma dos Açores contrariou esta tendência com uma evolução positiva de 0,3%”.

Mais, denota, “apesar da relativa importância, quer no número total de sociedades, quer no total do pessoal ao serviço em sociedades, a Região Autónoma dos Açores apresentou a maior dimensão média (medida em número de pessoas ao serviço), com 10,9 trabalhadores por unidade empresarial. Na segunda posição, surge Lisboa, com 9,7 indivíduos, mas ainda assim superior à dimensão média nacional das sociedades, equivalente a 8,3 pessoas ao serviço. As sociedades de menor dimensão localizaram-se no Algarve, com apenas 5,9 trabalhadores”.
 

Pescas com mais sociedades

“De uma forma geral são as sociedades pertencentes ao sector da Pesca, Indústria e Energia que assumem a maior dimensão média em termos de pessoal ao serviço entre as várias regiões NUTS II, atingindo o valor máximo de 20,4 trabalhadores na Região Autónoma dos Açores, bem acima da média nacional para o sector (16,6 indivíduos)”, refere o relatório estatístico.

Porém, em relação ao volume de negócios, as sociedades açorianas, no seu global, registaram um decréscimo entre 2008 e 2009, passando de cerca de 4,7 para 4,5 milhões de euros.

Analisando por área, e por grandeza de número de sociedades, o comércio, a construção e os transportes foram os sectores de maior importância empresarial nas ilhas açorianas.

Assim, no comércio por grosso e a retalho, bem como na reparação de veículos automóveis e motociclos (conforme classificação estatística), existiam 1.362 sociedades em 2008 e 1.391 em 2009 que deram emprego a cerca de 12 mil pessoas. Sendo igualmente o sector com maior transacção económica, à volta de dois milhões de euros.

Em segundo lugar, na construção, existam 465 sociedades em 2008, número que passou para 460 no ano seguinte. 659 mil euros em 2008 e 656  mil euros foi o volume de negócios registados.

No capítulo das indústrias transformadoras, terceiro mais representativo em termos empresariais nas ilhas, também houve uma redução no número de sociedades empresariais (de 353 para 345), bem como nos negócios processados (de 761 para 705 milhões).

“Por sector de actividade, observa-se que as sociedades do Comércio foram as que mais contribuíram em termos relativos para o volume de negócios em qualquer das regiões, tendo assumido a máxima expressão na Região Autónoma dos Açores, onde o Comércio representou 44,5% do VVN (volume de negócios) regional. Contudo o volume de negócios criado por este sector decresceu em todas as regiões, com o Algarve a registar a evolução negativa mais acentuada (-13,9%)”.


Um milhão de empresas no país

Entre as principais conclusões da publicação “Empresas em Portugal 2009” está o facto do sector empresarial português ser constituído por 1 085 222 empresas “reflectindo um decréscimo de 3,2% face ao ano anterior. Daquelas, 1 060 906 eram empresas não financeiras, sendo as restantes 24 316 empresas com actividade no sector monetário e financeiro”

“O sector empresarial ocupava 3 832 892 pessoas ao serviço (das quais 97,0% no sector não financeiro), representando um decréscimo de 3,6% face a 2008”, sendo o “volume de negócios gerado para o total da economia também evidenciou uma queda face ao ano anterior, da ordem dos 10%. O sector financeiro foi o que, em termos percentuais, apresentou a maior queda da riqueza gerada (-19,5%)”.

Deste total nacional, “mais de 72% do investimento e da formação bruta de capital fixo teve origem nas Regiões de Lisboa e do Norte”.


Lisboa: maior empregador

Em cada 100 pessoas ao serviço, cerca de 36 trabalhavam na região de Lisboa: “a região de Lisboa foi a maior empregadora do sector empresarial não financeiro, por localização de sede, com 1 341 905 pessoas ao serviço, correspondente a 36,1% do número total de trabalhadores. Face a 2008, a evolução daquele número foi negativa (-3,1%), o que se verificou entre todas as regiões, à excepção da Região Autónoma dos Açores”, refere o relatório do INE.

“Quando se compara o perfil da distribuição regional do pessoal ao serviço e da população residente para 2009, verifica-se que foram as Regiões de Lisboa e do Algarve

as que apresentaram uma concentração de pessoas ao serviço superior à da população residente, resultado das características da estrutura empresarial das regiões”.

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