Economia

Açores apresentam 18 pratos às Sete Maravilhas da Gastronomia

  • 29 de Março de 2011
  • 291 Visualizações, Última Leitura a 17 Agosto 2017 às 23:27
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

Do ananás à alcatra, passando pelas lapas, os Açores candidataram 18 pratos ao concurso das Sete Maravilhas da Gastronomia que terá os vencedores conhecidos em Setembro.

Linguiça com inhame, morcela frita com ananás e queijo de São Jorge (entradas); sopa do Espírito Santo (sopas); polvo assado no forno e bacalhau frito com molho de vilão e minhotos (pratos principais de peixe); cozido das Furnas, bife regional dos Açores, caldo de nabos e alcatra (pratos principais de carne); lapas grelhadas, cracas e cavaco cozido com molho verde (mariscos) e queijadas da Vila, pudim de chá, bolo Dona Amélia, bolo lêvedo e ananás (doces).

São estes os 18 apontamentos (qualquer tipo de prato: entrada, sopa, prato principal de peixe, carne e marisco ou sobremesa) que os Açores vão apresentar ao concurso Sete Maravilhas da Gastronomia, cujo anúncio dos vencedores será no dia 7 de Setembro na cidade ribatejana de Santarém, divididos pelas várias categorias, excepto na caça, onde os Açores não têm passado gastronómico que se enquadre nos padrões do concurso.

“Procurou-se que estes pratos representassem de certa forma a transversalidade das ilhas, com a excepção do cozido, da alcatra e do ananás, que são muito específicos”, afirmou António Cavaco, confrade-mor da Confraria dos Gastrónomos dos Açores, na conferência de imprensa de apresentação das candidaturas dos Açores ao concurso Sete Maravilhas da Gastronomia.

António Cavaco afirmou também pretender que este seja “um momento de viragem para marcarmos o papel da gastronomia no turismo e como forma de projecção da Região, pois esta é uma candidatura da ‘marca’ Açores”.

O concurso que elegerá as Sete Maravilhas da Gastronomia em Portugal terá uma estrutura parecida ao das Sete Maravilhas da Natureza, cuja final os Açores acolheram no ano passado e onde acabaram por se sagrar vencedores, com duas paisagens eleitas (o máximo permitido pelo regulamento).

Concluída que está a fase das nomeações por cada uma das regiões concorrentes, segue-se de 1 a 15 de Abril a eleição dos 70 apontamentos pré-finalistas para que, de 16 a 30 de Abril, o crivo aperte um pouco mais, apurando-se os 21 apontamentos finalistas, três por cada uma das sete categorias a concurso, que serão anunciados publicamente no dia 7 de Maio.

Ficará então aberta a votação popular que pode ser facilmente feita, quer pela internet, quer por telemóvel.

“Não basta apenas termos a crença de que poderemos eleger uma maravilha, é preciso votar”, alertou António Cavaco, lembrando que o voto “regional” terá um peso decisivo na eleição das maravilhas gastronómicas, com os naturais das várias regiões do país a mobilizarem-se para elegerem uma maravilha da sua região.

Um dos condicionalismos às candidaturas ao concurso Sete Maravilhas da Gastronomia foi o dos apontamentos a apresentar terem mais de 50 anos de existência e serem necessariamente confeccionados com produtos genuinamente locais, um factor que “restringiu” um pouco as escolhas a apresentar ao concurso, admite António Cavaco.

E ao contrário do concurso Sete Maravilhas Naturais de Portugal, onde a notoriedade e exclusividade das paisagens açorianas no contexto nacional deu alguma vantagem aos Açores, na gastronomia a tarefa vai ser bastante mais difícil.

“É evidente que concorremos com espaços nacionais com muita identidade cultural e histórica”, reconhece António Cavaco, para quem, no entanto, a tarefa de poder consagrar uma maravilha gastronómica açoriana não é a assim tão difícil.

“Quem não conhece o queijo da ilha; quem não conhece o cozido das Furnas ou o ananás dos Açores?”, questiona António Cavaco, que afirmou confiar muito na “identidade cultural” dos apontamentos apresentados ao concurso das Sete Maravilhas da Gastronomia.

A Confraria dos Gastrónomos dos Açores aproveitou mesmo a apresentação das candidaturas às maravilhas da gastronomia, ontem feita em Ponta Delgada, para lançar um desafio ao Governo Regional, representado pelo director regional do Turismo, Miguel Cymbron.

“Porque não realizar também um concurso das maravilhas da gastronomia nos Açores, para elas terem maior projecção nacional?”, propôs António Cavaco.

Presente em muitos apontamentos propostos a concurso, a tradicional Pimenta de Terra foi defendida pela Confraria dos Gastrónomos dos Açores.

“A Pimenta da Terra é um condimento necessário e imprescindível à gastronomia açoriana, não em quantidades exageradas mas quanto baste, porque se a Pimenta da Terra vier a ser retirada da nossa gastronomia estaremos a pôr em causa a raiz da nossa identidade gastronómica”, afirmou António Cavaco, referindo-se aos alertas relativamente aos malefícios para a saúde do consumo exagerado de Pimenta da Terra.

A participação da Região neste evento terá o apoio do Governo Regional através da Secretaria da Economia, no âmbito do regime de apoios para “iniciativas de relevante interesse para a promoção turística dos Açores”.

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Dois mais Três? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos