Economia

"Noção mais precisa" à situação dos recibos verdes

  • 28 de Março de 2011
  • 266 Visualizações, Última Leitura a 24 Novembro 2017 às 12:56
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O Governo dos Açores conta ter até Abril "uma noção mais precisa" sobre a situação dos recibos verdes na região, na sequência de "uma medida de combate à precariedade laboral" que está em curso, foi sábado anunciado.

“Está a decorrer, e até Abril, a declaração dos quadros de pessoal na região e, pela primeira vez nos Açores, e é inédito em Portugal, haverá uma declaração das pessoas que prestam serviço de modo a que a Inspecção Regional do Trabalho possa melhor aferir se são falsos recibos verdes ou não”, disse o director regional do Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor, Rui Bettencourt, em declarações aos jornalistas.

O director regional falava à margem do seminário sobre “Desenvolvimento, qualificação e emprego”, organizado pela UGT/Açores.

Rui Bettencourt frisou tratar-se de "uma medida de combate à precariedade" laboral e que "foi negociada com os parceiros sociais e votada na Assembleia Legislativa Regional", salientando que a obrigatoriedade das empresas registarem para conhecimento da Inspecção Regional de Trabalho as prestações de serviço permite "ter já em Março e em Abril uma noção mais precisa de quais são os falsos recibos verdes e os verdadeiros, referentes a 2010”.

O director regional referiu ainda que, apesar de "alguma tensão no desemprego e de alguns meses difíceis no inicio do ano, vai começar a ser notória uma diferença a partir de Abril e Maio", na sequência de "algumas ofertas de emprego na área do turismo, nomeadamente para cozinheiros, recepcionistas e empregados de mesa/bar".

O director regional insistiu que "a grande questão continua a ser a não qualificação", lembrando que "85 por cento dos licenciados estão no desemprego menos de seis meses e apenas cinco por cento está mais de um ano" sem emprego.

“Mas 40 por cento das pessoas que não têm o nono ano de escolaridade estão no desemprego mais de um ano”, disse, acrescentando que "praticamente metade das pessoas que concluem cursos de reconversão estão a entrar" para o mercado do trabalho.

O director regional destacou ainda o programa Fios que “está a ser trabalhado em desempregados com Rendimento Social de Inserção”, o que lhes permite “uma qualificação e ocupação útil”.

Rui Bettencourt defendeu que no combate ao desemprego e à precariedade devem também estar “implicados” os parceiros sociais, já que as medidas “necessitam também do acordo e reflexão” daqueles agentes.

Mas, “é necessário ver que cada público-alvo tem uma estratégia precisa e que algumas estratégias têm efeitos imediatos, mas outras a médio prazo”, disse Rui Bettencourt.

 

Actividades geradoras de valor

O presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD), Mário Fortuna, que também participou no seminário, sublinhou aos jornalistas que “o verdadeiro motor” para emprego e qualificação profissional “são sempre as actividades geradoras de valor” e postos de trabalho.

“Daí que a mensagem seja sempre aquela que esteja assente na actividade que se vai desenvolver, quer seja para consumo interno ou para competir nos mercados internacionais”, sustentou Mário Fortuna, sublinhando que o crescimento faz-se através das exportações, “em grande parte nos bens transaccionáveis”, defendendo ainda a necessidade de “saber competir perante as ofertas que chegam, mas seleccionando sectores”.

Para o presidente da CCIPD, “é por demais evidente que a perspectiva de que tudo se resolvia por via pública está errada”, frisando que “a base de sustentação está na economia privada e na capacidade de competir com as importações”.

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