Economia

Visitar Açores com voo incluído cumpriu objetivos principais

  • 17 de Março de 2011
  • 215 Visualizações, Última Leitura a 24 Julho 2017 às 08:52
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O presidente da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores (CCIA), Sandro Paim, considera que a campanha "Visit Açores com voo Incluído" cumpriu os principais objetivos traçados, embora o número de reservas esperado fosse "um pouco superior".

Recorde-se que esta campanha, organizada por um grupo de empresários açorianos, liderados pela Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, oferece pacotes para as várias ilhas da Região entre os 250 e os 260 euros por pessoa, incluindo estadia e viagem de avião. Vigora até ao final deste mês.

"Tínhamos dois objetivos principais quando lançámos esta campanha.

O primeiro era desmistificar a questão do custo da passagem para vir aos Açores.

Sabemos que a nível nacional, quando as pessoas eram questionadas sobre se queriam ir aos Açores, respondiam que não iam porque a passagem é muito cara e até avançavam um número redondo, como 300 euros.

Esta campanha disponibilizou estadias por cinco noites e voo por um preço mais baixo. Essa mensagem passou para o mercado nacional, o que é muito positivo" explica.

O segundo objetivo foi começar a trabalhar o canal da Internet. "Na Europa sabe-se que a média de reservas através da Internet vai já nos 35 por cento, 30 por cento a nível nacional e 25 por cento da Madeira.

Nos Açores, estamos abaixo dos cinco por cento. Com este programa, tivémos 700 e tal reservas, mais de 90 por cento efetuadas através da Internet".

O líder da CCIA admite que o número de reservas efectuadas ficou abaixo das expectativas, "embora não seja mau para época baixa", mas defende que a campanha pode ter sido o pontapé de saída para algo muito mais importante.

"Foi cumprido um terceiro objetivo colateral, de desmistificar a regra instalada de que as estadias nos Açores em época baixa têm de durar apenas um fim de semana. Oferecíamos pelo menos cinco noites...

Além disso, algumas grandes agências de viagens passaram a oferecer pacotes alternativos, que vendiam estadias no arquipélago durante mais dias e a preços mais atrativos", realça.

Sandro Paim espera que este tenha sido o início de uma nova forma de vender o destino turístico Açores na época baixa.

Quando questionado sobre se as agências de viagens, que na maioria demonstraram grande resistência a esta campanha, foram um entrave a um maior sucesso da mesma, Sandro Paim responde da seguinte forma:

"Quando existem mudanças há sempre resistência, quer seja numa empresa, numa região, num país...

Para nós, os principais objetivos traçados foram cumpridos.

A campanha acaba no final deste mês e vem depois a época alta, com mais ocupação das unidades hoteleiras e uma dinâmica mais forte. Mas vai voltar a época baixa...

Os hoteleiros deverão estar disponíveis para todos trabalharmos em conjunto com as agências de viagens, os operadores turísticos, no sentido de serem criados pacotes que dinamizem o setor nessa época baixa", afirma.

Segundo Sandro Paim, os principais objetivos manter-se-ão: Oferecer pacotes atrativos, com maior duração de estadia e valorizando também o canal Internet.

"Se os operadores turísticos voltarem a mostrar resistência, então existe a possibilidade de, eventualmente, os hoteleiros se organizarem para lançarem uma nova iniciativa que garanta a dinâmica necessária em época baixa", adianta.

O responsável pela Câmara de Comércio e Indústria dos Açores frisa, no entanto, que existem mais-valias que a campanha lançou e não devem ser desperdiçadas.

"Com esta campanha estabelecemos contacto com um nicho de mercado que não é usual no destino Açores, o de casais entre os 30 e 35 anos, com um filho, por exemplo, e formação superior.

É um nicho com potencial e que não devemos deixar de trabalhar".

As críticas à campanha "VisitAçores com voo incluído" têm sido acesas.

Paulo Brehm, da Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo, afirmou ao jornal "Açoriano Oriental" que a campanha foi claramente mal sucedida, tendo em conta valores como as 700 reservas e os 600 mil euros gastos em promoção.

"Mais valia que o dinheiro tivesse sido distribuído por eles (hoteleiros) e todos tinham certamente ganho mais".

Já o delegado da Associação de Hotéis de Portugal, nos Açores, Humberto Pavão, acusou as agências de viagens de boicotarem a campanha e o destino Açores.

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