Economia

"Pérola dos Açores"- Terceira sem nome teria sempre vida

  • 30 de Maio de 2008
  • 288 Visualizações, Última Leitura a 22 Agosto 2017 às 01:24
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“Esta ilha poderia viver sozinha. Poder-se-ia chamar Terceira, Primeira, ou mesmo Açores. Poderia até não ter nome, mas teria sempre vida”. Os elogios à ilha Terceira são o fio condutor da reportagem que a revista Rotas&Destinos, na edição de Maio, faz à denominada “Pérola dos Açores”.

Numa extensa reportagem, assinada por João Ferreira Oliveira, é salientada a ideia de que a ilha Terceira “não pode ser sempre segunda escolha” nas opções turísticas do arquipélago.

“São Miguel e as suas majestosas lagoas; São Jorge e as muitas escarpas quase a pique que desmaiam no mar; o Pico e as suas misteriosas montanhas. Serão estas as ilhas mais mediáticas dos Açores e alguns dos seus mais referidos locais de encanto” – refere.

Já a ilha Terceira, “mais conhecida pela Base das Lajes que pela suas reais características, não é, habitualmente, uma primeira escolha na altura de visitar o arquipélago”.

Por isso, “foi com naturalidade que, antes da partida e por mais do que uma vez, ouvi a expressão: “se adorares esta ilha amarás as outras”. Como se a Terceira fosse um parente pobre, um mero ponto de passagem. Como se não fosse merecedora de uma visita por si só. Puro engano” – salienta o articulista.

A Terceira, aos olhos do repórter, constitui “um território com cerca de 60 mil habitantes que é um autêntico manto verde e parece ter sido limpo, regado e subtilmente ornamentado para a nossa chegada”.

“Um exemplo quase acabado do mais perfeito universo rural, mas que ainda assim tem uma das mais importantes cidades do arquipélago, Angra do Heroísmo – classificada Património Mundial pela UNESCO. A natureza, o mar e as pessoas, de mão dada” – sublinha.

Os elogios de João Ferreira Oliveira são sintetizados assim: “Numa palavra, os Açores. São quase 20h00 de um final de dia perfeito e, lá ao fundo, as nuvens, a ilha de São Jorge e o Pico fundem-se num só postal. Lá irei, um dia. Para já, amo a Terceira. Quem sabe adorarei as outras”.

O desenho de Angra

Angra do Heroísmo, cidade Património Mundial, é considerada “um exemplo pioneiro do urbanismo europeu do século XVI, característica que ainda hoje mantém intacta”

“Apenas algumas horas após a chegada é perfeitamente perceptível que esta manta verde de retalhos e surpreendentes planícies não é apenas paisagem. É também História, e sobretudo, tradições” – sublinha

Neste contexto, refere as touradas à corda e as festas em honra do Espírito Santo, sendo que “cada freguesia tem um “Império” em sua honra – em tudo semelhantes às tradicionais capelas, mas pintados de forma bem mais alegre e menos sorumbática que estas”.

“Se a quase totalidade da ilha deve ser percorrida de carro”, Angra do Heroísmo, aconselha o repórter da Rotas&Destinos, “deve ser calcorreada a pé”.

“Um qualquer leigo em arquitectura e ordenamento territorial – como eu – percebe que há algo de especial na forma como esta cidade foi desenhada, perceptível na harmonia com que as ruas se sucedem e entrelaçam sem nunca se atropelarem, como as praças respiram, e como sobressaem os edifícios homogéneos, na estrutura e nas cores” – observa.

Imagens de Marca visita arquipélago

Este mês o Imagens de Marca dedica a sua emissão Regiões, aos Açores. Uma importante região geoestratégica mundial, o arquipélago possui várias “imagens de marca” que podemos descobrir já este sábado, dia 31 de Maio, na Sic Notícias, e na página web http://imagensdemarca.sapo.pt/index.php. Cinco peças destacam o que de melhor estas ilhas paradisíacas têm para oferecer.

A comemoração dos 25 anos de Angra do Heroísmo enquanto património mundial da Unesco serve de mote para mostrar a admirável beleza paisagística desta cidade. Também conhecida como Angra das Naus, a capital da ilha Terceira é uma incontornável imagem de marca no turismo açoriano. A competir em beleza com esta ilha, surge a paisagem da cultura da vinha da ilha do Pico, também classificada como património mundial da Unesco. Aqui, tem protagonismo o Vinho do Pico, que chegou a ser servido à mesa dos Czares da Rússia.

Em São Jorge, é um produto com quase 500 anos que faz a história desta reportagem. O queijo de São Jorge é uma das marcas com mais relevo na região e há registos da sua exportação para o continente europeu desde 1574. Hoje é, a par da pecuária, a indústria mais importante da ilha.

Ao viajar pelo Atlântico Norte a ilha do Faial é ponto de passagem obrigatório, sendo fundamental visitar o Peter’s Café Sport. Este bar, porto de abrigo de milhares de yatchmen e navegadores de todo o mundo, já foi considerado pela revista Newsweek como um dos melhores a nível mundial. Na ilha das hortênsias, acompanhados pelo Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade do Açores vamos ficar a conhecer as riquezas escondidas pelo mar e a importância que este assume na região dos Açores.

Carlos Coelho, Presidente da Ivity Brand Corp. e reconhecido especialista em marcas, ajuda-nos a recuperar um pouco da história da caça à baleia, que hoje se transformou num negócio que movimenta milhões em todo o mundo - o Whale watching.

Sobre o Imagens de Marca

O Imagens de Marca é um magazine de informação dedicado à publicidade e marketing, que aborda a temática da comunicação das marcas. Com cerca de quatro anos de emissão, tem actualmente uma audiência média de 200 mil pessoas por semana, e é uma referência no mundo das marcas e das empresas nacionais e internacionais.

Como um programa de prestígio, credível, relevante e interessante, o Imagens de Marca tem vindo a  inovar e a alargar as suas plataformas de comunicação. No início deste ano, lançou o site http://imagensdemarca.sapo.pt, e o Imagens de Marca Regiões, que pretende dar maior visibilidade ao que é nacional. Com emissão mensal, a passar no primeiro fim-de-semana de cada mês, o programa pretende ir buscar o que de mais emblemático existe em cada ponto do país, para mostrar que em Portugal existem símbolos que definem a nação e não podem ser esquecidos ou desvalorizados. As quatro primeiras emissões foram dedicadas à Nazaré, Guimarães, Funchal e Óbidos.

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