Economia

Estratégias empresariais falham por equívocos no fator humano e falta de informação

  • 4 de Março de 2011
  • 242 Visualizações, Última Leitura a 22 Novembro 2017 às 09:15
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As falhas das estratégias empresariais em Portugal passam pela pouca importância que os empresários dão aos colaboradores e à informação, considerou hoje, em Angra do Heroísmo, o docente universitário Carlos Martins.

“As pessoas são um dos ativos intangíveis porque possuem conhecimentos que são os mais difíceis de serem imitados e copiados, mas tal não é verdade para a maioria dos empresários porque promovem despedimentos sem perceberem que despedem conhecimento”, defendeu este especialista, numa intervenção para empresários no quadro da iniciativa 'Negócios ao Pequeno-Almoço' promovida pela Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo, Açores.

Carlos Martins, que é docente universitário em Marketing Estratégico, salientou, por outro lado, que a falta de informação, a todos os níveis mas principalmente sobre mercados e concorrência, torna-se fatal para que os empresários “tomem decisões que, provavelmente, não são as melhores”.

Para este especialista em estratégia e planeamento estratégico, o problema é que “basicamente ninguém sabe o que isso é, ainda que, desde políticos a militares e até o mundo do futebol, todos falem dela, usando-a mal porque não se pode aplicar e desenvolver o que não se conhece”.

O docente frisou ainda que "a estratégia é um campo de atividade das empresas que define, entre outras, as áreas geográficas de intervenção, os segmentos de mercado e, sobretudo, os produtos que vai vender”.

Nesse sentido, alertou os empresários para o facto de “a maioria das empresas não ter um órgão de estratégia” e se limitarem a “fazer encontros de quadros num retiro em dezembro onde surgem algumas ideias fantásticas para aplicar” no ano seguinte.

“Isso não é estratégia", afirmou, salientando que a estratégia "é um processo complicado” que se vai acentuar no futuro“devido ao aumento da instabilidade dos mercados”.

Para este especialista, o que acontece muitas vezes é que “um empresário quando parte não sabe para onde vai, quando chega não sabe onde estava e quando regressa não sabe onde tinha estado, mas, em sete anos, foi e regressou três vezes”.

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