Economia

Estaleiros do grupo Damen devem ser os construtores dos navios para o Triângulo

  • 9 de Fevereiro de 2011
  • 285 Visualizações, Última Leitura a 22 Junho 2017 às 22:26
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

A edição on-line da revista "Cargo" adianta que a construção dos dois ferries lançados a concurso público pela Atlânticoline, destinados a operar nas ilhas do Triângulo, foi entregue ao grupo holandês Damen.

Esta informação foi rejeitada pela Atlânticoline. Inês Sá, da empresa de transportes marítimos, adiantou a DI que "ainda não existem vencedores" do concurso público, que se encontra a decorrer.

"O construtor naval holandês Damen foi o vencedor do concurso público para a construção de dois ferries destinados à empresa açoreana Atlanticoline, soube-se a semana passada", noticia, por seu lado, a "Cargo".

Se a construção dos dois ferries ficar nas mãos dos holandeses, um dado a reter são as relações que este grupo com presença a nível internacional tem com os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), responsáveis pela construção do navio Atlântida, depois rejeitado pela Região devido a não cumprir os requisitos incluídos no contrato, nomeadamente a nível de velocidade.

Segundo um documento do Ministério da Defesa datado de 2009, que fazia o "Balanço da Legislatura", foram nesse ano "lançadas as bases de uma parceria estratégica entre os Estaleiros Navais de Viana do Castelo e a Damen-Shelde, que permitirá viabilizar o programa do navio polivalente logístico (LPD), o meio mais conjunto de todos os meios das Forças Armadas, fundamental para a projeção estratégica e definido como prioridade no anteprojeto de revisão da Lei de Programação Militar".

A 24 de julho de 2009, a imprensa nacional noticiava que grupo holandês Damen era o parceiro internacional dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, podendo no futuro integrar o capital social desta empresa, citando o Ministro da Defesa, Severiano Teixeira.

Nesse dia o governante presidira à assinatura de um Memorando de Entendimento entre os Estaleiros Navais de Viana do Castelo e a Damen-Schelde Naval Shipbuilding.

"Este Memorando de Entendimento, que definirá os termos de uma futura parceria estratégica, permitirá à empresa nacional aceder a um conjunto de benefícios decorrentes da colaboração com uma rede empresarial internacional, o que deverá certamente contribuir para o processo de re-estruturação interna dos ENVC e potenciar o desenvolvimento de capacidades de engenharia de construção naval", entendia o ministério.

A 14 de agosto do ano passado foi ainda noticiado que o presidente da holandesa Damen Shipyards visitara os Estaleiros Navais de Viana do Castelo e almoçara com o presidente da autarquia e responsáveis da Empordef.

O  jornal de âmbito nacional "Diário de Notícias" citava fontes dos estaleiros que afirmavam que a presença de Kommer Damen "não passou de uma visita de cortesia", mas que os holandeses teriam a porta aberta para "reforçar" o capital desta empresa pública.

O "Diário de Notícias", a 31 de dezembro de 2009, noticiava a abertura de procedimentos para a construção em Viana do Castelo de cinco navios de fiscalização costeira, no que seria "o primeiro projeto conjunto entre a Damen Shipyards Group e os ENVC".

A edição on-line da "Cargo" recorda que o concurso para a construção dos navios contou também como concorrentes com o estaleiro português Navalria Drydocks e dois espanhóis (Astilleros Armon e Boluda Shipyard).

Segundo a revista, apesar do grupo português ter já construído e entregue uma embarcação com os quesitos contidos no caderno de encargos, não apresentou "comprovativo de existência e utilização de um sistema de garantia de qualidade (ISO)" e não demonstrou ter nos seus quadros técnicos com a experiência requerida.

Além disso, "o volume de construção anual médio dos últimos três anos é inferior a 15 milhões de euros", outra das exigências do caderno de encargos.

"Fonte do ministério das Finanças confidenciou à CARGO que este processo causou evidente mal-estar naquele organismo, que no entanto não tem poderes para obrigar a empresa a encomendar os navios a estaleiros nacionais.

Por último, refira-se que é prática comum dos países europeus exercerem alguma proteção à própria indústria naval, havendo casos recentes desse tipo de práticas, legitimadas pela necessidade de criar postos de trabalho e evitar aumentos da dívida pública externa, em Espanha, França e Itália", noticia ainda a publicação.

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Dois mais Três? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos