Economia

Revolução no tratamento de resíduos urbanos na Terceira

  • 20 de Janeiro de 2011
  • 267 Visualizações, Última Leitura a 18 Agosto 2017 às 22:04
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Daqui a dois anos a Terceira vai dispor de um novo sistema de gestão integrada de resíduos sólidos urbanos (RSU), focada na reciclagem e na produção de biomassa e electricidade, um investimento de 20 a 35 milhões de euros levado a cabo pelas autarquias de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória.

A proposta ontem apresentada pela administração da TERAMB, empresa intermunicipal que ficará responsável pela gestão dos resíduos, contempla a criação de oito parques ecológicos, cinco em Angra e três na Praia, instalados em locais “onde ainda persistem lixeiras clandestinas e que irão receber entulhos da construção e plásticos, uma central de compostagem para a valorização orgânica e uma fábrica para a valorização energética, instaladas no actual aterro intermunicipal”, referiu Cota Rodrigues, presidente da empresa.

O investimento visa aumentar a vida útil do aterro, cuja duração, com os níveis actuais não iria para além de 2025 e dar resposta a uma directiva da União Europeia ainda por regulamentar em Portugal e que aponta para, no futuro, o encerramento da deposição de resíduos em aterros.

O esquema de tratamento de resíduos tem como prioridade a reciclagem dos resíduos, sendo que actualmente apenas 15% das 110 toneladas/dia produzidas na Terceira são recicladas (40% se contarmos com os resíduos de construção e demolição).

Depois de reciclado os resíduos vão para o centro de compostagem onde será produzida biomassa verde de alta qualidade que poderá ser utilizada na agricultura ou em jardins.

A valorização energética será feita no lixo doméstico indiferenciado permitindo, através da incineração ou pirólise/gaseificação produzir dois ou três megawatts de energia hora, por cada tonelada tratada.

O responsável da TERAMB referiu que ainda não foi decidida que tipo de tecnologia implementar pelo que os montantes do investimento não estão definidos. Cota Rodrigues avançou ainda que se pretende, para além da produção de energia, o equipamento fique preparado para a produção de vapor frio e quente “pois estamos juntos do Parque Industrial e esta pode ser uma mais valia para as empresas ali instaladas”.

Finalmente, para o aterro serão depositadas apenas as cinzas e escórias resultantes destes tratamentos, permitindo que cada bolsa aumente consideravelmente o seu tempo de vida útil.

O novo esquema de tratamento dos resíduos apresenta também a vantagem de permitir que, “por cada cinco toneladas de resíduos tratados, se poupem duas toneladas de fuel”, explicou.

 

Emendar erro

Outra das questões abordadas prende-se com o Plano Estratégico de Gestão de Resíduos dos Açores (PEGRA). Com esta nova capacidade de tratamento na Terceira será possível a Terceira receber resíduos provenientes dos Centros de Valorização Orgânica por Compostagem das ilhas das Flores, Corvo, Faial, Pico, S. Jorge e Graciosa.

Cota Rodrigues explicou que esta solução pretende solucionar o erro feito na localização do aterro intermunicipal.

O presidente da TERAMB explicou que esta estrutura está instalada perto daquela que será “provavelmente a maior reserva de água da Terceira” e que o facto de algumas bolsas não serem impermeabilizadas e de não existirem ribeiras perto leva a que os dois mil litros por m2 de chuva que caiem anualmente no local se infiltram nos lençóis subterrâneos.

“Do ponto de vista ambiental, o aterro como está não é sustentável”.

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