Economia

Reanimar o turismo na Terceira exige mais voos e a melhor preço

  • 18 de Janeiro de 2011
  • 158 Visualizações, Última Leitura a 18 Agosto 2017 às 21:48
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Os setores da restauração e da hotelaria na Terceira são unânimes: Revitalizar o turismo na ilha passa por criar mais ligações aéreas e, sobretudo, disponibilizá-las a um preço mais acessível.

DI ouviu vários empresários destas áreas, em antecipação da reunião que junta hoje, pelas 10h30, no Centro Cultural e de Congressos de Angra, a secretaria regional da Economia, Associação de Turismo dos Açores (ATA), Associação Regional de Turismo (ART) e os empresários do setor, para fazer um balanço do turismo na ilha em 2010 e analisar a descida verificada nas dormidas.

O encontro foi convocado a pedido do secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro.

DI noticiou recentemente números do Serviço Regional de Estatística (SREA) que confirmam a tendência da queda de dormidas na ilha Terceira, quando o arquipélago em geral está registar uma recuperação.

Segundo dados do SREA referentes ao período entre janeiro e novembro de 2010, comparado com os mesmos meses em 2009, a Terceira sofreu uma quebra de 6,8 por cento no número de dormidas, o que corresponde a menos cerca de nove mil.

"Em termos de variações homólogas acumuladas, de janeiro a novembro as ilhas que apresentaram variações homólogas positivas foram as da Graciosa, das Flores, do Pico, de Santa Maria, de São Miguel e do Faial, respetivamente de, 70,3%, 51,9%, 21,4 %, 11,4%, 3,2% e 2,0%2", especificava o SREA.

Fonte de uma importante unidade hoteleira de Angra do Heroísmo adianta vir já a sentir o decréscimo de dormidas há vários anos, com particular expressão para 2010.

"São precisas mais ligações aéreas e voos mais baratos", resume esta fonte, que adianta também a necessidade de dinamizar a ilha com mais eventos, "e não só no verão".
 
A opinião é partilhada por Esmeralda Borges, da "Quinta da Nasce Água".

Embora avance ter sido um verão "excelente" em termos de dormidas nesta unidade hoteleira, afirma que os restantes meses são sempre muito fracos e coloca no topo da lista das coisas que têm de ser alteradas o número de ligações e os preços das passagens aéreas.

"O nosso problema é esse: Não termos o espaço aéreo aberto. As pessoas dizem mesmo que gostavam muito de vir aos Açores, mas que é muito caro, sobretudo se compararmos com outros destinos da Europa".

Também fonte do Hotel Praia Marina adianta que existe, sobretudo, falta de voos, incluindo "mais ligações com o estrangeiro e melhores ligações entre ilhas".

Quanto às experiências mal sucedidas em termos de voos charter rumo à Terceira vindos do estrangeiro, esta fonte considera que é necessária insistência. "Não se pode fazer uma ligação uma época e depois deixá-la cair".

Também no setor da restauração se sente o decréscimo de turistas.

Ana Dias, do "Caneta", nos Altares, diz que houve uma descida no número de turistas que procuram este restaurante, embora avance que muitas pessoas continuam a chegar por indicação de amigos do Continente que já lá foram e gostaram ou encaminhadas pelos próprios hotéis.
 
Quanto a receitas para recuperar o turismo na ilha, Ana Dias refere mais uma vez mais ligações aéreas e mais baratas. 

Também Cátia Carmo, do restaurante "Ambientes com Sabores", em Angra do Heroísmo, responde que o decréscimo de turistas tem sido muito visível. "Precisamos de voos mais baratos, pois hoje em dia as pessoas viajam do Continente atá Inglaterra por uns 25, 30 euros... Aos Açores só se chega, no mínimo, com 200 euros".

Catarina Teles, da Agência de Viagem Teles, também refere que é necessária mais oferta em termos de voos.

"Posso dar o exemplo do voo do Porto, que devia verificar-se pelo menos duas vezes por semana, sendo alvo de grande divulgação. Da forma como está, obriga o turista a estadias de uma semana, o que poucos procuram".

Quanto a ligações ao estrangeiro, avisa que têm havido muitas más experiências.

"Não se pode avançar com algo só para ver se irá dar certo. É preciso pensar muito bem as coisas e, sobretudo, não serve de nada criar ligações com o estrangeiro para depois não as promover", afirma.

Outros conselhos deixados são reforçar a promoção específica sobre a Terceira, criar eventos ao longo do ano e até dar formação a quem "vende" a ilha no exterior.

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