Economia

Terceira tem de cativar estrangeiros para recuperar terreno no Turismo

  • 13 de Janeiro de 2011
  • 246 Visualizações, Última Leitura a 22 Agosto 2017 às 01:37
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A ilha Terceira continua a perder terreno em termos turísticos, quando ilhas como o Pico registam subidas significativas. Segundo dados do Serviço Regional de Estatística (SREA) referentes ao período entre janeiro e novembro de 2010, comparado com os mesmos meses em 2009, a Terceira sofreu uma quebra de 6,8 por cento no número de dormidas, o que corresponde corresponde a menos cerca de nove mil.

Os dados podem ser ainda mais preocupantes se forem comparados os meses de novembro de 2009 e 2010. Neste caso, a queda de dormidas cifra-se em menos 31 por cento, passando de 8 854 mil em 2009 para 6 085 mil em 2010.

"Em termos de variações homólogas acumuladas, de janeiro a novembro as ilhas que apresentaram variações homólogas positivas foram as da Graciosa, das Flores, do Pico, de Santa Maria, de São Miguel e do Faial, respetivamente de, 70,3%, 51,9%, 21,4 %, 11,4%, 3,2% e 2,0%.

As ilhas que apresentaram variações homólogas negativas foram as de São Jorge e da Terceira, respetivamente de, 8,4% e 6,8%", resume o SREA.

O todo regional verifica uma evolução positiva. "De janeiro a novembro de 2010, nos estabelecimentos hoteleiros da Região Autónoma dos Açores (hotéis, hotéis-apartamentos, apartamentos turísticos, pousadas, pensões e estalagens) registaram-se 1 008,4 mil dormidas, valor superior em 3,3% ao registado em igual período de 2009".

 

Olhar para o estrangeiro

Em declarações a DI, o presidente da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) e da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH), Sandro Paim, admitiu que estas estatísticas revelam que a Terceira continua a apresentar muita dificuldade em captar fluxos turísticos, registando quebras no turismo de origem nacional, em relação ao qual tem uma dependência que representa cerca de 80 por cento. "Esta dependência não é muito positiva", considera.

"Sem descurar nunca o turismo nacional, temos de fazer o crescimento das dormidas na Terceira muito graças à subida do turismo vindo do estrangeiro, algo que não tem sido muito bem sucedido, também devido à abertura e cancelamento de operações charter...", disse.

Na opinião de Sandro Piam, chegou ao momento de Governo Regional, Associação Regional de Turismo (ART), Associação de Turismo dos Açores (ATA) e empresários do setor turístico se sentarem à mesma mesa para decidir que rumo se deve tomar no sentido de captar o mercado estrangeiro para a Terceira e reverter os números negativos que tem vindo a ser registados.

"A ATA está a organizar uma reunião com os agentes turísticos e está manifestada a vontade pelo Governo Regional de também entrar num estreito diálogo. É algo que interessa a todos", refere, acrescentando que outro assunto importante a tratar são as quebras relativas à ilha de São Jorge e destacando poxitivamente a evolução do todo Açores.

Sandro Paim acredita que captar os fluxos turísticos vindos do estrangeiro para a Terceira deve passar pela criação de ligações diretas à ilha ou por uma política muito forte de re-encaminhamento dos turistas que chegam em ligações charter a São Miguel.

Sandro Paim considera também que a ilha Terceira merece uma promoção mais forte junto de nichos de mercado, desde já por ser uma ilha que pode ter, à primeira vista, menos argumentos em termos de beleza natural, mas que conta com uma cidade Património Mundial da Humanidade e com grande riqueza gastronómica, arquitetónica, cultural e a nível de atividades como o mergulho ou passeios em trilhos pedestres.

Também Pedro Moniz, da Agência Angra2000, considera que deve ser feita uma promoção mais forte na área do turismo cultural e em torno de Angra Património Mundial da Humanidade.

Além disso, defende que deve haver mais oferta de eventos ao longo do ano. "Eventos que não sejam apenas o turismo de congressos, em que os terceirenses também participem, e que deixem rendimento a muitos hotéis, lojas e restaurantes", reflete.

Pedro Moniz considera que a maior procura de ilhas como o Pico está relacionada com a situação de crise e a preferência dada a viagens mais curtas e mais económicas, mas com a possibilidade ver várias ilhas. "Facilmente a partir do Pico se pode ir ao Faial e regressar no mesmo dia, ou vice-versa".

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