Economia

Só aumento da produção rentabiliza exportação

  • 13 de Janeiro de 2011
  • 247 Visualizações, Última Leitura a 18 Agosto 2017 às 06:56
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É preciso que os Açores aumentem a produção de próteas, para que a sua exportação seja sustentável. O alerta foi deixado pelo responsável da maior empresa de importação de subtropicais da Europa, durante uma visita à ilha Terceira.

Jaap Stelder, da OZ Import, uma empresa holandesa, considerada como a maior do setor na Europa, esteve na Fruter para discutir novos rumos na cadeia de distribuição.

O ideal, na opinião do representante da empresa de importação, seria que os Açores exportassem todas as semanas um contentor de próteas. Contudo, para que tal aconteça é preciso que a produção aumente.

Esta semana, a Frutercoop enviou o primeiro contentor desta campanha. Antes só foi possível exportar por avião, dada a falta de um número suficiente de hastes, que justificasse o transporte por mar.
 
Segundo Jaap Stelder, é fundamental que se aposte no transporte por via marítima, porque é a forma mais económica. Quanto maior for a produção, maior o contentor e menor o custo de exportação.

A OZ Import investe, neste momento, 180 mil euros em investigação, em vários países do mundo, para estudar a melhor forma de tratamento das hastes, para otimizar a qualidade do transporte por mar.

O representante da empresa holandesa discutiu também com a Frutercoop a possibilidade de produção de novos tipos de próteas, mais adequadas ao transporte marítimo, para que cheguem à Holanda com qualidade.

A empresa importa, por ano, cerca de 22 milhões de hastes de próteas. Dos Açores chegam, neste momento, entre 400 a 500 mil hastes, mas há mercado para que esse número cresça.

Os Açores têm já vantagem sobre outros países, visto que o transporte da Região para a Holanda dura em média 9 dias, em contraste com os 18 a 20 necessários para fazer chegar próteas da África do Sul.

No hemisfério Norte, a Terceira e Las Palmas, nas Canárias, são os principais exportadores de próteas, mas surgem agora também plantações no sul de Portugal.

Em conversa com o director regional do Desenvolvimento Agrário, o representante da OZ Import frisou que a falta de dimensão da produção de próteas dos Açores é "crítica" e apelou à concentração do volume produzido nas várias ilhas. O Faial, por exemplo, produziu apenas 30 mil hastes em 2010. A única forma rentável de exportação seria através de uma parceria com outra cooperativa.

O presidente da Fruter mostra-se aberto à colaboração, mas salienta que é preciso apoio do poder político aos produtores do Faial. No entanto, o diretor regional considera que "concentrar produções está na mão dos produtores e das suas organizações".

A ilha Terceira é a que mais exporta próteas nos Açores. O ano passado a exportação rondou as 850 mil hastes, mas as expectativas apontavam para 1 milhão e 200. Foi o inverno rigoroso que condicionou o número.

Num espaço de dois a três anos a Fruter conta aumentar a produção para 2 milhões de hastes por ano. Já são11 os produtores de próteas na ilha, muitos com plantações superiores a cinco hectares, e existem quatro novos produtores, em ínicio de exploração.

 

Sieuve de Menezes defende mais apoios à exportação

Após uma reunião com a Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, na passada segunda-feira, o Presidente do Governo Regional admitiu novos apoios ao setor privado, referindo-se mesmo a áreas da economia "com efeito exportador positivo".

Sieuve de Menezes, presidente da direção da Fruter regista com "apreço" as declarações de Carlos César, mas prefere "aguardar" para ver se de facto o executivo vai criar apoios complementares ou majorar os já existentes.

Questionado pelo DI, Joaquim Pires, director regional do Desenvolvimento Agrário não se quis pronunciar sobre possíveis novos apoios, mas reforçou que os existente são "muito bons".

No que concerne à exportação, a ajuda do executivo açoriano chega a 90% do custo da facturação, segundo o diretor regional.

Sieuve de Menezes alertou ainda para uma redução dos apoios do POSEI.

Segundo o presidente da direcção da Fruter, a forma de apresentar as candidaturas foi alterada, fazendo com que o montante atribuído fosse reduzido.

Enquanto antes, o apoio era atribuído sobre a fatura total, agora é deduzida a prestação de serviços no exterior.

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