Economia

Empresários açorianos querem mais medidas para "mitigar constrangimentos" da crise

  • 11 de Janeiro de 2011
  • 231 Visualizações, Última Leitura a 19 Outubro 2017 às 02:44
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O presidente da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores (CCIA), Sandro Paim, defendeu ontem a necessidade de serem adoptadas pelo executivo regional mais medidas para “mitigar os constrangimentos” provocados pela actual crise.

“A situação exige medidas concretas para mitigar os constrangimentos existentes”, afirmou Sandro Paim em declarações aos jornalistas no final de uma audiência com o presidente do executivo regional dos Açores.

O presidente da CCIA salientou que esta instituição representativa dos empresários açorianos, na sequência do trabalho que tem vindo a desenvolver nos últimos meses, apresentou ao governo regional “medidas mais concretas” que entende que devem ser tomadas para “aumentar a produtividade da economia” açoriana.

Sandro Paim não especificou quais as medidas apresentadas, adiantando apenas que elas se situam ao nível financeiro, de promoção das exportações, do fomento do emprego, de redução dos custos de contexto das empresas e de combate à economia paralela.

O presidente da CCIA salientou a “atitude positiva” dos empresários dos Açores tendo em vista o desenvolvimento económico da região, frisando que existe um “esforço de concertação de posições” entre o governo e os representantes da classe empresarial.

O presidente do executivo açoriano, Carlos César, recordou aos jornalistas no final da audiência que o governo “tem uma agenda política para o desenvolvimento e a sustentabilidade da economia regional”, frisando que é com base nela que desenvolve a sua política.

“Essa agenda assenta em três eixos, que são a salvaguarda do equilíbrio financeiro, a reorientação da despesa para o aumento da competitividade e as medidas compensatórias para famílias e empresas afectadas pela crise”, afirmou.

Carlos César admitiu que analisou com a CCIA as linhas de crédito de apoio às empresas, mas não especificou que tipo de medidas foram apresentadas nesta área pelos empresários, recordando apenas que o executivo criou várias linhas de crédito e um fundo de investimento, além de estar a preparar alterações ao sistema de incentivos.

O presidente do governo açoriano salientou ainda a importância dos empresários se voltarem para “novas áreas de oportunidade”, como a reabilitação urbana e a economia do mar.

Carlos César, tal como Sandro Paim, também se mostrou preocupado com a economia paralela, reconhecendo que, apesar de a fiscalização estar a melhorar, a situação pode agravar-se em tempos de crise, altura em que a economia paralela tende a ganhar peso.

 

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