Economia

Açorianos compram mais carros novos em 2010

  • 7 de Janeiro de 2011
  • 238 Visualizações, Última Leitura a 26 Setembro 2017 às 02:10
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O setor automóvel registou um aumento significativo de vendas de carros novos entre 2009 e 2010, nos Açores.

Segundo dados do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), recolhidos junto de concessionários da Região e disponibilizados ontem no site do SREA, em 2010 foram vendidos mais 814 veículos novos do que em 2009.

Ainda assim, os dados não contemplam o mês de dezembro, o que significa que a diferença pode ter sido ainda mais acentuada. Ao todo, em 2009 foram vendidos, de janeiro a dezembro, 3 083 carros novos na Região. De janeiro a novembro de 2010 foram registaram-se 3 897  vendas.

A Região tem seguido a tendência a nível nacional. Se no ano passado se registou um aumento significativo, de 2008 para 2009 registou-se o oposto. Houve uma quebra de vendas na Região na ordem dos 26,1%. A nível nacional o decréscimo foi semelhante, situando-se nos 24,5%.

Em 2010, janeiro foi o mês mais fraco de vendas, registando-se apenas 282 veículos vendidos na Região. Foi em  junho, por oposição que se registou um número mais elevado de vendas, no total 468.

Já em 2009, dezembro foi o mês mais forte com 369 vendas, ainda que seguido do mês de junho com 355. A tendência mantém-se, no entanto, para o mês de janeiro, que foi também em 2009 o mês em que se venderam menos veículos nos Açores, apenas 182.


 

Aumento de impostos

Contactados pelo DI, alguns empresários do ramo na ilha Terceira confirmaram o aumento significativo no ano que passou e salientaram que a subida do número de vendas se registou sobretudo no último trimestre do ano.

De acordo com os proprietários de concessionários da Toyota e da Opel na Terceira, esse crescimento justifica-se sobretudo pelo anúncio do aumento de impostos em 2011.

Com a certeza do aumento do IVA, do ISD e do imposto único, quem pensava em adquirir um veículo novo antecipou a compra para o final de 2010.

Também o fim do incentivo ao abate de veículos (com exceção para carros elétricos) motivou essa antecipação da compra de automóveis.

O Estado comparticipava em 750 euros o abate de veículos com mais de 10 anos em 1000 euros os veículos com mais de 15 anos, no caso de troca por um automóvel novo com emissões de CO2 inferiores a 130 gramas por quilómetro.

A esse incentivo era ainda acrescentado outro montante comparticipado pelas marcas de automóveis.

No caso da Opel, por exemplo, o incentivo ao abate podia chegar aos 5500 euros.

Os empresários registam, no entanto, uma visão diferente da adesão ao programa de incentivo. Há quem considere que o incentivo ao abate teve bastante expressão nos Açores e quem ache que foi pouco significativa.

A justificação poderá estar nos montantes atribuídos por cada marca.

Em São Miguel, por exemplo, beneficiaram do incentivo ao abate de veículos com mais de 10 anos 302 pessoas, em 2010, de acordo com dados da Alfândega de Ponta Delgada. Menos 44 do que no ano anterior.

Contudo, nas restantes ilhas o valor deve ser inferior, a julgar pela opinião dos concessionários da ilha Terceira. 


 


Expectativas baixas

Apesar do crescimento significativo de vendas em 2010, os empresários do ramo automóvel continuam apreensivos.

Tanto o concessionário da Toyota como o da Opel têm baixas expectativas para 2011.

O aumento do ano passado é também desvalorizado pela comparação com 2009, ano em que se registou uma quebra significativa do número de vendas. 

 

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