Economia

Comércio: Liberalização dos horários pode acrescentar mais de 2,5 mil ME à economia - estudo

  • 27 de Maio de 2008
  • 327 Visualizações, Última Leitura a 23 Agosto 2017 às 02:14
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Lisboa, 27 Maio (Lusa) - A abertura das grandes superfícies comerciais aos domingos e feriados poderia acrescentar mais de 2,5 mil milhões de euros à economia portuguesa e criaria mais de 8 mil novos postos de trabalho directos.

 

 

Os cálculos são de um estudo encomendado pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) hoje divulgado e que vem sustentar a defesa da total liberalização dos horários de funcionamento das grandes superfícies, alegando que mais de 66 por cento dos portugueses são favoráveis a essa medida, principalmente os mais jovens e os solteiros.

 

Para a APED, as conclusões do estudo foram "motivo de grande satisfação" porque vieram confirmar a posição que a associação sempre defendeu sobre a abertura das grandes superfícies tanto aos domingos como aos feriados.

 

O estudo, realizado pela empresa de estudos de mercado Roland Berger, vem demonstrar que a total liberalização traria acima de tudo benefícios para a economia portuguesa e que não prejudicaria o comércio tradicional.

 

"Há uma criação de valor para a economia de cerca de 2,5 mil milhões de euros e isso compõe-se essencialmente de criação de emprego até 2017, de mais de 8 mil postos de trabalho, há um impacto fiscal muito importante, desde o IVA, o IRS e o IRC, de cerca de 1,5 mil milhões e um impacto no investimento de 350 milhões", explicou aos jornalistas um representante da Roland Berger, António Bernardo, na apresentação do estudo.

 

O estudo conclui também que a abertura das grandes superfícies aos domingos e feriados é também apoiada pela generalidade da população portuguesa.

 

"Os consumidores querem realmente a liberalização da abertura das grandes superfícies e isso porque têm motivações diferentes e o comportamento de compra é diferente conforme o formato da superfície de retalho", disse António Bernardo.

 

De acordo com o estudo, os consumidores optam pelas grandes superfícies menos vezes por semana mas compram mais e passam lá mais tempo de cada vez, enquanto no retalho de vizinhança, os consumidores usam para as conveniências, vão lá mais vezes e compram menos de cada vez.

 

Para a APED as conclusões do estudo sustentam a teoria que grandes superfícies e comércio tradicional podem conviver sem prejuízo de nenhuma das partes.

 

"Não concordo [que a total liberalização prejudique o comércio tradicional] porque estou plenamente convencido que há lugar para comércio de toda a natureza, moderno, tradicional, electrónico e haverá lugar para que o consumidor escolha onde fazer compras, quando quiser fazer compras no local que mais lhe agradar", defendeu o vice-presidente da APED, Luís Vicente Dias.

 

Questionado sobre a proposta do PSD, que entretanto já foi a debate na Assembleia da República, que defende que a última palavra sobre a abertura ou não das grandes superfícies aos domingos e feriados deve ficar nas mãos dos municípios, Luis Vicente Dias disse que a proposta é do agrado da APED, mas reafirmou que o objectivo da associação é conseguir chegar à liberalização total.

 

 

 

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