Economia

Poupança das famílias caiu no terceiro trimestre do ano - INE

  • 29 de Dezembro de 2010
  • 211 Visualizações, Última Leitura a 17 Agosto 2017 às 17:33
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A taxa de poupança das famílias fixou-se em 10,6 por cento no ano acabado no terceiro trimestre de 2010, menos 0,2 pontos percentuais no trimestre anterior, indicou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o boletim das Contas Nacionais Trimestrais relativas a 2010, observa-se no terceiro trimestre “uma redução da capacidade de financiamento do setor das famílias, cujo peso no Produto Interno Bruto (PIB) se situou em 4,6 por cento", contra 4,8 por cento do PIB no trimestre anterior.

A evolução é sobretudo justificada pela quebra na taxa de poupança a qual “cresceu significativamente” desde 2008, atingindo 11,3 por cento no primeiro trimestre do ano, mas que iniciou uma redução nos trimestres seguintes, fixando-se em 10,6 por cento no terceiro trimestre", salienta o INE.

A evolução negativa da taxa de poupança verifica-se desde o segundo trimestre do ano, esclarece o INE, adiantando que a quebra registada no terceiro trimestre reflete "o aumento das despesas de consumo final" das famílias.

“Este crescimento das despesas de consumo das famílias suplantou o aumento mais moderado do rendimento disponível das famílias”, esclarece.

Já o investimento das empresas acentuou a sua “trajetória descendente”, com uma variação em cadeia de menos 1,8 por cento (-0,8 por cento e -0,4 por cento no segundo e primeiro trimestres deste ano, respetivamente), segundo o INE.

“A forte redução do investimento, conjugada com a melhoria da poupança bruta corrente, determinou uma diminuição da necessidade de financiamento deste setor, que se cifrou em cerca de 0,6 pontos percentuais face ao segundo trimestre, fixando-se este saldo em 5,7 por cento do PIB”, refere-se no boletim.

O INE recorda que esta redução surge na sequência de uma quebra “ainda mais significativa” no trimestre anterior de 0,7 por cento.

No entanto, a capacidade de financiamento das sociedades financeiras aumentou de 1,8 por cento do PIB, no segundo trimestre, para 2,1 por cento no terceiro trimestre deste ano.

“Este aumento [sociedades financeiras] deve-se exclusivamente ao crescimento da poupança corrente já que se estima, em função da informação disponível, um ligeiro acréscimo ligeiro do investimento deste setor”, sublinha o INE.

Sobre as necessidades de financiamento das Administrações Públicas no terceiro trimestre, o INE avança que diminuiu em 0,1 pontos percentuais, enquanto que a necessidade de financiamento da economia diminuiu no ano acabado no terceiro trimestre de 2010, ao representar 8,4 por cento do PIB, contra 9,2 por cento no trimestre anterior.

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