Economia

Classe média baixa deixa de festejar réveillon no exterior

  • 27 de Dezembro de 2010
  • 254 Visualizações, Última Leitura a 17 Dezembro 2017 às 21:37
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Travão a fundo, garantem os agentes de viagens contactados pelo AO sobre a procura do réveillon no exterior. A contenção não atingiu a clientela mais abastada

A crise provocou uma autêntica reviravolta na procura de destinos turísticos para quem pretendia passar fora de portas a noite mais esperada do ano. As agências de viagens contactadas pelo Açoriano Oriental salientam o facto da “clientela fixa” que estava habituada a passar as últimas horas do ano em destinos “mais acessíveis” como Lisboa, Funchal e Tunísia, praticamente ter desaparecido, ou então ter optado pelos hotéis “mais baratinhos” (3 estrelas).

Mais: em anos anteriores, por esta altura, já havia procura de férias para o Carnaval e Páscoa, o que também não está a acontecer. Aliás, os agentes de viagens transmitem-nos que também a nível da definição de destinos para o próximo Verão, por parte dos operadores turísticos, existe uma grande incerteza, o que antes não sucedia. “Estamos todos à espera das grandes tendências para poder planear as operações”, explicam-nos.

No entanto, nos demais segmentos de mercado, como a classe média- alta e alta, não parece haver problemas. Nesses casos, estamos a falar da procura de opções para passar o réveillon muito acima dos 1000 euros por pessoa que, asseguram-nos, “continuam a ter boa procura”. Contudo, a manutenção da clientela de “topo” por si não é garante de negócio. “O problema é que nos Açores os agentes de viagens não podem contar apenas com a procura de férias por parte das classes mais abastadas para garantir o seu negócio uma vez que a maioria das pessoas não se encontra nessa faixa e, portanto, temos é que arranjar maneira de oferecer qualidade ao melhor preço para abranger o maior número de clientes”, acrescentam as nossas fontes.

As mesmas salientam que a fraca procura nos segmentos mais baixos para o próximo réveillon estará relacionada com as actuais dificuldades financeiras que afectam muitas famílias açorianas mas também com as fracas perspectivas com relação à evolução do mercado de emprego e da economia em geral. “Nota-se que há muito menos clientes e que outros deixam a decisão para a última hora sempre na expectativa de agarrar uma promoção. Antes, os clientes planeavam os “short-breaks” e as férias com grande antecedência, o que era muito bom para nós, mas agora trabalhamos sempre em cima do joelho”, concluem.

Adquirido, e muito importante, é que o ritual de fim de ano mantém-se e há que dizer “adeus” a 2010 da melhor forma. Se a carteira não permite um destino de luxo poderá optar por um destino “low cost” para o réveillon. Há sempre a hipótese de trincar as doze passas e beber o champanhe “cá dentro” nas festas de rua que se realizam em vários concelhos, bares e discotecas e casas de espectáculo.

Vistas bem as coisas, há ofertas para todos, a preço reduzido ou cheias de “glamour”. Conforme tem vindo a alertar a Defesa do Consumidor, não valerá a pena é gastar-se mais do que efectivamente se tem, caso contrário, a factura sempre aparece.

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