Economia

Preço dos carros e comodismo são entraves à mobilidade eléctrica

  • 17 de Dezembro de 2010
  • 263 Visualizações, Última Leitura a 24 Novembro 2017 às 00:08
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O preço ainda elevado dos veículos elétricos e o comodismo do cidadão, que prefere abastecer o carro a gasolina em cinco minutos do que carregá-lo em vinte, são alguns dos entraves apontados por Paulo Messias, vice-presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória.
 
"O comodismo do cidadão, que faz o abastecimento em cinco minutos em qualquer lugar, a par do preço elevado dos veículos no mercado, ainda que o preço de abastecimento e a dedução nos impostos possam ser atrativos, pode dificultar esta implementação", disse o responsável no oitavo workshop da Associação para o Desenvolvimento Regional, sobre mobilidade elétrica.
 
João Santos, da NextEnergy, lembrou, por seu turno, que é preciso ver como é que a rede elétrica açoriana se vai comportar perante um projeto que pretende ver 150 carros elétricos a circular na ilha Terceira até 2012.
 
"É preciso definir estratégias e perceber se a EDA tem capacidade para fornecer energia a estes postos de abastecimento", atentou.
 
Neste sentido, o representante da NextEnergy considera ainda que estas questões deixam espaço a outras soluções, como a troca de baterias ao invés do carregamento lento que pode demorar entre seis a oito horas, ou a reconversão de veículos normais para veículos elétricos, a preço mais baixo.
 
Raquel Silva, vereadora da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, recordou que numa cidade património mundial é preciso ter em conta o impacto visual dos postos de carregamento. "Se esta não é uma questão complexa dos parques de estacionamento privados, pode sê-lo no centro da cidade", avançou.
 
Ainda assim, ambas as autarquias  mostraram-se disponíveis para se associarem ao projeto, nomeadamente através da aquisição de carros elétricos, caso os preços de mercado cheguem a baixar.  
 
A vereadora da autarquia de Angra do Heroísmo disse que a Câmara Municipal pode disponibilizar zonas para instalar os postos de carregamento. "Também é preciso ver o que é que a autarquia pode fazer em termos de publicidade para levar o mercado a agilizar-se", concluiu.

Outros parceiros se mostraram disponíveis para integrar o projeto, nomeadamente o hipermercado modelo, que pretende ver associado ao parqueamento um sistema de carregamento de veículos elétricos.

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