Economia

Novo mercado de Angra custa quatro milhões

  • 16 de Dezembro de 2010
  • 236 Visualizações, Última Leitura a 19 Agosto 2017 às 03:45
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Arrancam em 2012 as obras do novo Mercado Duque de Bragança, em Angra do Heroísmo, obra apresentada ontem pela Câmara Municipal e que irá custar quatro milhões de euros.

O novo espaço, desenhado pelos arquitectos Mariana Godinho e Bruno Fontes, terá três pisos, num edifício onde predominam as fachadas ventiladas com aberturas que imitam as rendas açorianas, de forma a manter o conceito tradicional de mercado ao ar livre.

O edifício será também dotado de um elevador panorâmico que irá permitirá uma “vista única sobre a cidade de Angra”, referiu Angra Cardoso, presidente da autarquia. "Estamos a criar um mercado que permite melhorar a actividade comercial e a mobilização dos angrenses", afirmou, acrescentando que o actual espaço será demolido para dar lugar a um mercado "contemporâneo, sóbrio e actual".

O piso zero, ao nível da Rua Duque de Bragança, será ocupado por um parque de estacionamento coberto com capacidade para 65 viaturas, e várias zonas destinadas às cargas e descargas, separadas por actividade comercial e totalmente vedados ao público em geral.

No primeiro piso será instalada a área do mercado propriamente dita. Com entrada pela Rua do Rego, serão instaladas 19 bancas para a venda de frutas e produtos hortofrutícolas, com áreas entre os 13 e os 23 metros quadrados, seis espaços para talho, com 64metros quadrados para cada um, cinco para peixaria, cada uma com cerca de 47 metros quadrados, um espaço para queijaria e outro para padaria.

Quanto ao piso dois, irá funcionar como galeria ao ar livre, composto por vários edifícios independentes rodeados de zonas de estar e zonas verdes.

"Este espaço vai permitir aos angrenses viver a cidade de uma forma diferente", frisou Andreia Cardoso, adiantando que o projecto será passado para caderno de encargos no início do próximo ano.

Durante os trabalhos, os comerciantes serão colocados noutro espaço, sendo o novo Parque de Exposições da Ilha Terceira "uma das hipóteses", segundo a autarca.

O novo mercado terá um horário "mais alargado" ainda a ser negociado com os comerciantes, mas que deverá implicar uma hora de fecho pelas 19h00, permitindo assim uma maior actividade comercial em horário pós-laboral para a maioria da população. Em relação à zona de lazer, bares e restaurantes funcionarão em horário nocturno.

Teatro e estradas aprovam Orçamento

O orçamento da Câmara Municipal para 2011 foi aprovado com a abstenção do PSD depois da vereação “social-democrata” ter chegado a acordo com o executivo socialista.

Para Andreia Cardoso, tratou-se de uma “conciliação de propostas” que visou “dar a estabilidade necessária à Câmara e aos angrenses”.

Em concreto, o PSD conseguiu a antecipação do projecto de reabilitação do Teatro Angrense para o próximo ano e o reforço de delegação de competências das juntas de freguesia, sendo que a autarquia irá transferir por estas os 120 mil euros orçamentados para sobras de estrada.

A autarca destacou que este é um orçamento que reflecte a preocupação pelas famílias e empresas, dando como exemplo disso mesmo o facto do tarifário dos Serviços Municipalizados não sofrer aumentos em 2011 e da continuação das reduções de preços na aquisição de lotes no Parque Industrial.

Questionada sobre a razão do CDS/PP não ter participado neste acordo, Andreia Cardoso respondeu que os “populares”, durante o período de consulta prévia, “não apresentaram nenhuma proposta e na reunião de Câmara para a discussão do documento trouxeram duas que previam redução da receita sem a correspondente diminuição de despesa, o que, nesta época de crise, é complicado”.

A edil de Angra confirmou igualmente que a CMAH já manifestou junto da Associação de Municípios dos Açores a intenção de proceder à remuneração compensatória para os seus funcionários.

“Desde que o Governo Regional anunciou a medida para a função pública local entendemos que é a única posição que as autarquias podem tomar”, afirmou.

Félix Rodrigues sai da Culturangra

Félix Rodrigues demitiu-se do cargo de vogal do Conselho de Administração da Culturangra.

O vice-presidente do CDS/PP Açores remeteu para a próxima semana esclarecimentos públicos sobre as razões deste abandono, mas segundo avançou a RDP/Açores, as mesmas prendem-se com uma avaliação negativa do seu ano de mandato.

Com a saída de Félix Rodrigues, o Conselho de Administração da Culturanga passa a ter apenas dois elementos, continuando ainda com quórum suficiente para assegurar o seu financiamento.

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