Economia

Porto da Praia operacional à excepção do cais TMG

  • 15 de Dezembro de 2010
  • 144 Visualizações, Última Leitura a 17 Dezembro 2017 às 21:36
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A inoperacionalidade de operações no porto da Praia da Vitória que se verificou nos últimos dias limitou-se ao terminal utilizado pelos Transportes Marítimos Graciosenses (TMG). De acordo com o administrador dos TMG, Francisco Bórgia, o porto comercial em geral esteve operacional, mas não para os navios do porte utilizado pela empresa.

Também a Administração dos Portos da Terceira e Graciosa (APTG) avança que o Porto da Praia não esteve inoperacional. "Os navios de carreira regular e de combustíveis operaram sempre. Os navios dos TMG, por condições climatéricas adversas, ondulação no mar alto, não puderam operar para as ilhas do grupo central", avança a presidente da administração, Maria Conceição Rodrigues.

"O porto só esteve inoperacional dois dias após a passagem de um ciclone em setembro de 1992, nunca tendo estado inoperacional ou fechado por qualquer outra razão", assegurou ainda.

A situação de inoperacionalidade pelos TMG manteve-se por cerca de 10 dias, caso que Francisco Bórgia descreve como muito invulgar. "Não me recordo de um ano em que isto tenha acontecido. O que se passa é que se verificou ondulação intensa e vento muito forte, aliado a uma entrada afunilada com a qual se torna difícil operar".

Segundo Francisco Bórgia o porto da Praia recebeu navios de maior porte ao longo do período. De acordo com o responsável pelos TMG, os barcos da empresa estiveram fundeados de um a cinco deste mês no Fanal e atracados no Porto de Pipas de cinco a 10, sendo que, depois deste período, melhoraram as condições e foram retomadas as operações a partir do porto da Praia da Vitória.

Polémica regressa

Francisco Bórgia falava, questionado por DI, na sequência das declarações do presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Horta (CCIH), Ângelo Duarte, que afirmou ontem que os acontecimentos dos últimos dias vieram "confirmar que (o Porto da Praia da Vitória) não é, efetivamente, o grande porto de abrigo dos Açores".

Para este responsável, esta infraestrutura portuária está longe de ser um porto abrigado, questionando a intenção de ali ser criada uma plataforma de distribuição de mercadorias para as ilhas dos grupos central e ocidental do arquipélago.

Ângelo Duarte afirmou que, durante o período em que o Porto da Praia da Vitória esteve inoperacional, outros portos dos Açores, incluindo o da Horta, estiveram a funcionar normalmente, recebendo navios de mercadorias vindos do Continente.

O presidente da CCIH afirmou mesmo que as ilhas do grupo Central ficariam demasiado dependentes de um só porto se recebessem apenas mercadorias através do Porto da Praia da Vitória, como define o Plano Regional de Ordenamento do Território (PROTA), aprovado pela Assembleia Legislativa Regional.

O porto da Praia não foi o único a lidar com constrangimentos face ao mau tempo. A Transmaçor adiantou também a DI ter tido algumas dificuldades em navegar a partir do Cais do Pico (São Roque), tendo por vezes de fazê-lo a partir da Madalena.

Recorde-se que, por exemplo, o estudo encomendado pela Atlânticoline à empresa britânica BMT avança que os diferentes modelos de centros logísticos de distribuição de carga em cima da mesa implicariam a utilização de um grande navio com capacidade para 1700 contentores (TEUS) e navios feeder, de mais pequena dimensão, com capacidade para 500 TEUS.

O transporte de carga no arquipélago é efetuado, atualmente, com navios com capacidade bastante inferior a 500 TEUS previstos pela BMT.

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