Economia

Entrevista a Luís Vasco Cunha, da Mesa dos Empresários da Praia da Vitória

  • 13 de Dezembro de 2010
  • 229 Visualizações, Última Leitura a 21 Agosto 2017 às 04:42
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A criação de uma Mesa de Empresários da Praia da Vitória é uma ideia recente ou uma aspiração antiga?

É uma aspiração antiga de alguns empresários praienses que agora vê a luz do dia, respondendo ao repto lançado pelo Sandro Paim no jantar de comerciantes do dia oito. Até aqui a ideia não tinha passado de conversas que aconteciam de tempos a tempos, sem que fosse dado o tiro de partida.

Que especificidades justificam a criação de uma estrutura no âmbito da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo dedicada em exclusivo à Praia da Vitória?

Falamos de uma estrutura humana que possibilitará auscultar mais facilmente necessidades, anseios e sugestões dos empresários do concelho. Não se trata de qualquer duplicação de meios, apenas de uma simplificação no acesso ao contacto com a Direção da CCAH.
Cada concelho tem situações específicas que contribuem para o engrandecimento do todo regional, há que potenciar essas especificidades.

Qual será o modelo de intervenção da vossa Mesa?

Num meio pequeno como o nosso, a proliferação de estruturas parece-nos algo contraproducente, pelo que o que nos propomos é, tão só, sermos um conselho consultivo que terá uma intervenção construtiva e abrangente, procurando servir de voz a quem por dificuldade, ou mesmo por indiferença, muitas vezes só fala em surdina ou até mesmo nos locais inadequados. Pretendemos ser nada mais do que, junto da Direção da CCAH, a voz dos empresários do concelho e junto destes a voz da CCAH.

Como vê o atual momento da atividade privada na Praia da Vitória e como perspetiva o futuro?

O momento atual na Praia é semelhante ao do resto do país e do mundo, isto é, vivemos um período de completa e radical mudança face ao passado e em que nada será como antes. Trata-se de uma época de dificuldades, mas também de oportunidades, os empresários terão de se adaptar a um mundo em mudança e terão de saber cativar e potenciar as suas equipas de forma a fazerem mais e melhor com menores recursos.
É importante passarmos uma mensagem de confiança, pois as tempestades testam as nossas resistências e reforçam as nossas aptidões, aguçando o nosso engenho. Estamos convictos de que este momento será o início de uma caminhada que tornará a nossa sociedade mais forte, mais humana e mais equilibrada e esperamos que a classe política, em geral, aprenda a ter atitudes mais construtivas e produtivas sem serem ditadas por todo e qualquer calendário eleitoral e por conveniências corporativistas.

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