Economia

Conselho de Ilha Terceira quer valorização do Grupo central

  • 14 de Dezembro de 2010
  • 226 Visualizações, Última Leitura a 26 Setembro 2017 às 12:53
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O Conselho de Ilha Terceira alertou ontem o presidente do Governo Regional para o facto de o "mercado do Grupo Central" ter dificuldades históricas de consolidação e dinâmica e, logo, sem que lhe seja reconhecido o seu "efeito escala".
 
Considera, por outro lado, que as potencialidades do grupo estão mal exploradas e que é preciso apostar na valorização da posição geográfica, a nível comercial.
 
Em reunião com o Presidente do Executivo, os representantes do Conselho de Ilha apontaram como soluções para um reposicionamento futuro da Terceira no contexto regional a aposta na centralidade e a valorização do seu enorme potencial.
 
De acordo com a síntese dos temas debatidos, a que DI teve acesso, o Conselho de Ilha considera que, atualmente, a Terceira se encontra perante um dilema sobre se é a segunda maior ilha em peso económico ou apenas mais uma das restantes oito ilhas.
 
Preocupações
 
O Conselho de Ilha partilhou ainda com o Executivo regional algumas das suas principais preocupações.
No âmbito social, diz existirem na ilha crescentes bolsas de pobreza e precariedade no trabalho e na profusão de contratos a termo.
Acrescentam ainda que o combate à economia paralela é pouco eficaz e demasiado direcionado para quem cumpre.
 
A contração da atividade económica, as dificuldades no acesso ao financiamento bancário e o aumento do incumprimento perante a banca e fornecedores são algumas das dificuldades com que se deparam as empresas da ilha, segundo aquele conselho.

O órgão chamou ainda a atenção do Presidente do Executivo regional para a necessidade de repensar toda a politica de apoio e fomento do desporto.
 
Investimento
 
O Conselho de Ilha transmitiu ainda ao Governo Regional algumas considerações sobre o investimento público na Terceira.
 
O órgão representante da Terceira considera que  o volume de investimento para 2011 é significativo (158,5 milhões de euros) e reconhece que se reflete em obras importantes para a dinamização económica e social da ilha, na aposta no emprego e formação profissional (22 milhões), na melhoria de infraestruturas agrícolas e florestais (23 milhões) e no reforço do setor de turismo (10,5 milhões).
 
Contudo, o conselho reforçou a Carlos César o desejo de que o investimento possa ser efetivamente executado.
 
Em resposta, o Presidente do Governo garantiu que o Executivo açoriano está a cumprir com o seu calendário de investimentos e com os compromissos que assumiu perante os terceirenses.
 
"Esta reunião com o Conselho de Ilha permitiu-nos evidenciar que o grau de execução dos nossos investimentos está a corresponder àquilo que tínhamos planeado e que, com um ou outro aspeto em que importa melhorar ou exercer vigilância, o que tínhamos programado está a ser executado", sublinhou.
 
O órgão representativo da Terceira deixou ainda apontamentos sobre o Hospital da Ilha Terceira, que apesar de considerarem que decorre a bom ritmo, tem, na opinião dos membros do conselho, pouca percentagem de mão de obra local empregue.
 
Também o futuro Cais de Cruzeiros de Angra do Heroísmo mereceu um reparo dos representantes da Terceira, que dizem aguardar com expectativa o prometido estudo de viabilidade, ainda que fique na dúvida se esse estudo se refere apenas à sua localização ou ao próprio investimento.
 
Sobre o Porto da Praia da Vitória, o Conselho de Ilha aconselha um estudo sobre a eventual criação de uma plataforma logística no sentido de o poder transformar numa alternativa permanente ao de Ponta Delgada e não apenas uma alternativa em situações de emergência (conforme previsto no PROTA);
 
O órgão representante da Terceira acha ainda que a gare civil do Aeroporto das Lajes uma obra pouco funcional. Na opinião dos membros do Conselho de Ilha, é necessário um do apoio governamental continuado no sentido da sustentabilidade (económica e social) e respetiva promoção turística do Campo de Golfe da Ilha Terceira.
 
A empresa inter-municipal TERAMB mereceu elogios por parte do conselho, que considera a iniciativa inédita   e com uma visão de Ilha.
 
Por seu turno, a geotermia foi alvo de críticas. Os representantes da ilha questionaram o futuro do projeto, face aos resultados conhecidos até ao momento.
 
O Conselho de Ilha deixou ainda sugestões sobre os sistemas de incentivos e apoio às empresas, nomeadamente sobre os incentivos ao investimento, a reanálise das linhas de re-estruturação, constrangimentos das candidaturas e incentivos no âmbito agroindustrial.
 

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