Economia

Recomendações do estudo do Sistema de Transporte nos Açores mereceram algumas reservas

  • 18 de Novembro de 2010
  • 219 Visualizações, Última Leitura a 25 Setembro 2017 às 04:17
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A apresentação das principais linhas do "Estudo do Sistema de Transporte nos Açores", realizada ontem na Praia da Vitória, contou com a participação de uma plateia de cerca de uma dezena de pessoas, sendo que parte delas estiveram ou estão ligadas à administração portuária nos Açores.

Algumas das soluções apresentadas pela empresa BMT mereceram reparos por parte da assistência.

Uma das questões colocadas tem a ver com um dos pontos essenciais do estudo que aponta para a aquisição de navios de alta velocidade que possam atingir os 28 nós. Foi questionada se essa será mesmo a melhor solução para embarcações que se destinam a operar durante todo o ano.

Foi, também, defendida a ideia por parte da assistência que para os novos navios o estudo deveria ter equacionado a possibilidade de transportarem carga não contentorizada.

O estudo a empresa britânica considera que existem boas conduções de acolhimento dos passageiros nos portos onde os navios fazem escala, aspeto que mereceu também a discordância por parte da assistência.

O administrador da Atlânticoline, São Miguel de Oliveira, reconheceu que esse é um dos aspetos que "não merece a nossa concordância no que se refere ao estudo".

Quanto à recomendação para a construção de rampas "ro-ro" em todos os portos que recebem navios de passageiros foi referido que a mesma já não faz sentido porque já foi tomada a decisão de haver essas infraestruturas em todos.

No que se refere ao armazenamento de combustíveis foi notada a ausência de uma referência a um melhor aproveitamento da capacidade de armazenamento existente na Terceira.

Nesse âmbito, foi defendida a opção de a Terceira passar a ser o centro distribuidor de combustíveis das ilhas dos grupos Central e Ocidental, sendo abastecida para esse efeito a partir do continente.

Caso esse fosse o modelo a adotar, deixava de ser necessário a realizações viagens de 180 milhas (ida e volta) entre São Miguel e a Terceira.

Também foram colocadas algumas dúvidas sobre qual o entendimento de que forma se devem criar os centros logísticos para contentores.

 Outra questão abordada pela assistência tem a ver com o facto de a opção pelo transporte de carga entre o continente e os Açores recair em navios de maior capacidade (1.700 contentores), Tal medida pode implicar a saída do mercado açoriano de duas das três operadoras que asseguram o abastecimento de mercadorias.

O estudo encomendado pela Atlânticoline à BMT por determinação do Governo Regional custou 140 mil euros.


 

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