Economia

Artesãos aprendem inglês em prol do turismo

  • 15 de Novembro de 2010
  • 221 Visualizações, Última Leitura a 22 Agosto 2017 às 01:34
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Um curso de inglês para artesãos começa hoje nos Açores com cerca de três dezenas de participantes, numa iniciativa que pretende melhorar as condições de comunicação destes profissionais com os turistas e, consequentemente, criar novas perspectivas de negócios.

“Os artesãos sentem, de um modo geral, muitas dificuldades em manter uma conversação com os turistas", afirmou Alexandra Andrade, directora do Centro Regional de Apoio ao Artesanato, acrescentando que a realização deste curso teve origem na "sugestão de muitos artesãos", mas também da constatação destes "obstáculos" à comunicação em várias feiras de artesanato.

O curso, que será ministrado em colaboração com a Delegação dos Açores da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação, está dividido em dois módulos, sendo um de 30 horas para inglês básico e outro, com 50 horas, destinado ao ensino de técnicas de venda.

“No segundo módulo será um inglês mais virado para a comercialização ou marketing, porque os artesãos participam em exposições e feiras e são muitas as ocasiões em que precisam de ajuda para poder mostrar e falar do seu produto aos turistas”, salientou Alexandra Andrade, acrescentando que esta é a primeira vez que se realiza nos Açores uma formação em inglês, de forma autónoma, para artesãos.

Este curso, e, horário pós-laboral, será ministrado em S. Miguel, onde se inscreveram 15 artesãos, Terceira, com 10 inscrições, e no Faial, com seis artesãos.

O primeiro módulo arranca hoje  em S. Miguel e Terceira e decorre até 06 de Dezembro, enquanto o segundo módulo terá lugar entre 03 de Janeiro e 07 de Fevereiro em S. Miguel, Terceira e Faial.

Alexandra Andrade salientou à Lusa que, além da melhoria da comunicação com os turistas, esta formação terá também vantagens no desenvolvimento dos trabalhos, já que "muitos artesãos criaram os seus próprios blogues e sítios e gostam de pesquisar na Internet".

Nos Açores estão registados cerca de 380 artesãos nas áreas têxtil, cerâmica, olaria, metal, estanho, ourivesaria, cantaria e doçaria regional, uma das quais é Deolinda Soares, há muito "habituada" a participar em feiras e exposições nos Açores e no continente.

A artesã admitiu à Lusa que sente dificuldades na comunicação com os turistas, especialmente quando lhe pedem informações sobre os seus trabalhos em estanho, uma arte que divide com a sua actividade profissional de ajudante de educação.

“O meu inglês é do tempo da escola, eu percebo os turistas, mas depois não consigo dar a resposta às suas questões. É por mímica e isso não fica bonito para quem tem um produto para vender”, afirmou Deolinda Soares.

Como está "empenhada na preparação de uma exposição", que se realiza a 03 de Dezembro em Ponta Delgada, Deolinda Soares apenas vai participar no segundo módulo, mas está "entusiasmada" com a perspectiva de ganhar novos conhecimentos e estar mais apta no inglês, o que também lhe permitirá fazer "pesquisas de novidades" na Internet para inovar nos seus trabalhos.

 

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