Economia

Tarifas abaixo de 100 euros ainda sem data prevista

  • 12 de Novembro de 2010
  • 241 Visualizações, Última Leitura a 17 Dezembro 2017 às 21:34
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As tarifas abaixo dos 100 euros entre as ilhas e o continente ainda não têm data prevista para entrar em vigor. As novas regras de serviço público, que retiram os valores mínimos aos preços actualmente praticados nas passagens, valem a partir de 20 de Dezembro.

A cerca de um mês da luz verde para os tarifários poderem ser mais baratos, as companhias aéreas SATA e TAP não adiantam quaisquer pormenores. O executivo açoriano tem, nesta matéria, uma pressão acrescida, com Carlos César a aguardar de ambas as operadoras uma baixa de preços.

Ainda não há qualquer data garantida para a entrada em vigor de tarifas aéreas entre os Açores e o continente abaixo dos 100 euros.

A medida foi tornada possível através da publicação, que aconteceu a 20 de Outubro, no Jornal Oficial das Comunidades Europeias, que procedeu a alteração das obrigações de serviço público, e que retirou o tecto mínimo de preços a praticar.

Está assim prevista para 20 de Dezembro, a entrada em vigor do novo enquadramento legal, volvidos os 60 dias legais para a sua entrada em vigor, que permite às duas operadores, SATA e TAP, a criação de tarifas mais baratas, do que as que actualmente estão curso.

Porém, os novos preços não deverão ser introduzidos na época de Natal, período que coincide com a entrada em vigor da nova regulação, por se tratar de uma época alta.

Foi isto mesmo que o jornal “a União” apurou, junto do gabinete de relações públicas da TAP. Embora não quisesse prestar declarações públicas, fonte da transportadora aérea nacional refere que a aplicação de preços mais baratos tem a ver com a “gestão comercial” da empresa e dependente dos “picos de oferta e de procura”.

Recordando que “já existem tarifas promocionais para os residentes e estudantes”, a mesmo fonte refere não poder adiantar uma data para o anúncio de novas tarifas a preços ainda mais reduzidos.

“No Natal sabemos, por experiência, que a procura é muito elevada e as tarifas têm a ver com este jogo de oferta e procura”, retirando uma eventual entrada em vigor de passagens mais baratas já no próximo mês.

 

Compromisso, “não da TAP”

Lembrando que o compromisso de baixar as tarifas abaixo de 100 euros “não foi assumido pela TAP”, fonte da empresa adianta que esta “sabe que pode aplicar preços abaixo do tecto mínimo, que desapareceu”, reiterando, uma vez mais, que tudo tem a ver com a “gestão comercial da companhia”.

Também, por parte da SATA, foi-nos informado que a operadora açoriana está a “adequar” as suas tarifas às novas obrigações de serviço público, salvaguardando, porém, que nestas contas também pesará a sustentabilidade económica da empresa, equacionada perante a lei da procura e da oferta, consoante os períodos do ano.

TAP e SATA não adiantaram qualquer data para a entrada dos novos preçários, a cerca de um mês para a entrada em vigor das novas regras.
Por parte da operadora nacional, fica a indicação que a serem implementadas as passagens a menos de 100 euros, elas ocorrerão preferencialmente em momentos de menor procura, ou seja, na época baixa, não especificando em que moldes poderão surgir.

 

Tarifas baixas são “prioridade

Recordamos também que após o anúncio, a pressão para a redução das tarifas abaixo dos 100 euros foi colocada pelo presidente do Governo Regional foi reforçada no dia a seguir à aprovação, a 21 de Outubro, das novas regras de serviço público nas ligações aéreas por parte da União Europeia: “quero manifestar a minha satisfação pela aprovação, ao nível da Comissão Europeia, da publicação no Jornal Oficial das Comunidades, da proposta de alteração de obrigações de serviço publico e de prestação de indemnizações compensatórias, que constitui uma das nossas prioridades no domínio da regulação do transporte aéreo e da abertura de novas possibilidades para a diminuição desse tarifário”.

“Com esta publicação, abrem-se agora perspectivas para concretizarmos uma política tarifária com restrições menores que possibilita um transporte aéreo para os Açores, em vários segmentos, menos caro”.

Recordamos também que, nessa declaração, Carlos César remeteu para as empresas de aviação com capitais públicos a responsabilidade da sua aplicação: “agora compete às estruturas de análise da parte do governo, é certo, mas sobretudo às companhias aéreas aproveitar as potencialidades deste normativo – no âmbito das obrigações do serviço público e no âmbito competitivo que esta proposta permite – desenvolverem tarifas agora com outros limites que lhe permita praticar tarifários mais baixos”

O jornal “a União”, remeteu à tutela com responsabilidade na matéria, à secretaria regional da Economia, uma conjunto de questões sobre que informações e orientações, o executivo açoriano detém e dará nesta matéria, às quais a assessoria de imprensa informou que disponibilizará no dia de hoje.

 

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