Economia

Atlânticoline deve operar com frota de navios próprios

  • 11 de Novembro de 2010
  • 304 Visualizações, Última Leitura a 21 Setembro 2017 às 21:26
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

Um estudo encomendado pela Atlânticoline à empresa BMT Transport Solutions aponta a aquisição de navios novos como melhor solução para o transporte marítimo de passageiros e viaturas inter-ilhas.

As principais linhas do estudo, que envolve também o transporte aéreo e de cargas na Região, serão apresentadas por técnicos da referida empresa, com sede em Londres, na próxima quarta feira, em Angra do Heroísmo, e, nos dias seguintes, na Horta e Ponta Delgada.

Apesar de o estudo já ter sido entregue, a administração da Atlânticoline recusou divulgar as principais conclusões daquele que será um documento que vai orientar a política de transportes marítimos e aéreos nos Açores para os próximos anos.

No entanto, DI conseguiu apurar que o estudo defende a aquisição de novos navios em vez de se recorrer ao fretamento de embarcações, tal como irá acontecer pelo menos até 2011.

Embora a opção pela compra de navios novos implique um investimento avultado, essa é a solução apontada como mais viável, uma vez que o fretamento do "Express Santorini" e Hellenic Wind" (ex-"Viking") custou este ano 8,6 milhões de euros.

Os contratos para o fretamento dos dois navios estão em vigor até ao próximo ano, existindo a possibilidade de ser prolongado até 2012.

Na sequência da análise das possibilidades indicadas no estudo encomendado pela Atlânticoline, a tutela deverá tomar uma decisão sobre se a empresa deve adquirir navios novos ou continuar a utilizar embarcações fretadas.

Recorde-se que o Governo Regional recusou-se a receber o navio "Atlântida", que foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo por não cumprir as especificações que previstas no contrato.

Na sequência desse processo, foi também cancelada a construção do navio "Anticiclone" nos mesmos estaleiros.

 

Balanço positivo

Entretanto, a Atlânticoline revelou ontem que as receitas com a venda de bilhetes para o transporte marítimo de passageiros e viaturas nos Açores, entre maio e outubro, ascenderam a 2,8 milhões de euros, mais 34 por cento do que em 2009.

O presidente da Atlânticoline, Carlos Reis, considerou, numa conferência de imprensa em Ponta Delgada, que se trata de um "resultado verdadeiramente extraordinário", que reflete o cumprimento sem "falhas" do programa de viagens previamente estabelecido.

Apesar do crescimento das receitas, que deverão situar-se nos três milhões de euros, Carlos Reis reconheceu não ser possível perspetivar uma operação equilibrada, tendo em conta o contexto de prestação de serviços com tarifas reduzidas, nomeadamente para jovens.

Os dois navios fretados pela Atlânticoline garantiram o transporte entre as ilhas de cerca de 130 mil passageiros (mais 15,8 por cento do que em 2009) e de 18.200 viaturas (mais 17 por cento).

Em 2011, a Atlânticoline vai desenvolver uma operação semelhante à realizada este ano, utilizando as mesmas embarcações já contratadas, revelou Carlos Reis, acrescentando que esta opção se justifica no quadro da aposta em assegurar uma "operação estável" que perspetive a "consolidação" e aumento da procura.

A Atlânticoline é uma sociedade anónima de capitais públicos criada pelo Governo Regional dos Açores para assegurar viagens por mar no verão entre todas as ilhas do arquipélago e dispõe de uma embarcação própria que efetua as ligações regulares entre as ilhas das Flores e do Corvo.

 

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Um mais Seis? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos