Economia

Subida nas inscrições nos centros de emprego no arquipélago

  • 18 de Outubro de 2010
  • 162 Visualizações, Última Leitura a 23 Novembro 2017 às 05:30
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Algarve, Madeira e Açores foram as regiões onde o número de desempregados inscritos nos centros de emprego mais subiu em Setembro, em termos homólogos, segundo dados divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

O Algarve tinha mais 22,3 por cento de inscritos, totalizando os 21.668 desempregados, enquanto a Madeira tinha mais 20 por cento, somando 15.144 desempregados inscritos.

Nos Açores, o número de pessoas inscritas nos centros de emprego aumentou 19,9 por cento para 5.686 desempregados.

De acordo com o IEFP, comparativamente a Agosto, o desemprego só não aumentou no Alentejo (onde caiu 0,9 por cento).

No Norte, a região do país que concentra o maior número de pessoas sem emprego (44,7 por cento), o desemprego continua também a crescer, com o número de inscritos nos centros a subir 8 por cento para 246.574.

Em Lisboa e Vale do Tejo, onde se localizam 29,6 por cento do número de inscritos, existiam, no final de Setembro, 165.714 desempregados (mais 9,9 por cento do que no mesmo mês de 2009).

No centro do país, o número de desempregados inscritos subiu 5 por cento para 77.553 pessoas em Setembro, face ao mesmo mês de 2009, enquanto no Alentejo subiu 5,5 por cento para 23.481 pessoas.

No que respeita à oferta de emprego, o número de ofertas disponíveis, no final do mês de Setembro, totalizou as 21.503, menos 2,3 por cento do que no mesmo mês do ano passado e inferior em 3,3 por cento, face a Agosto.

O número de colocações efectuadas ao longo do mês através dos centros de emprego de todo o país, por sua vez, totalizou as 7.444, mais 6 por cento do que em Setembro de 2009 e mais 25,2 por cento.

De acordo com os dados do IEFP, mais de metade das colocações (59,7 por cento) foram feitas em apenas quatro grupos profissionais: pessoal dos serviços de protecção e segurança, trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústria transformadora, outros operários, artífices e trabalhadores similares e trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio.

 

Ritmo mais lento

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego continuou a aumentar em Setembro em termos homólogos (8,9 por cento), mas a um ritmo menor, registando-se uma subida mensal de 1,1 por cento.

De acordo com a informação mensal publicada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), no final de Setembro encontravam-se inscritos nos Centros de Emprego do Continente e das Regiões Autónomas 555.820 desempregados, mais 45.464 indivíduos do que um ano antes.

Face a Agosto, o número de desempregados aumentou em 6.166 pessoas.

“Apesar da evolução ascendente do desemprego, continua a assistir-se à desaceleração do seu crescimento em termos homólogos”, destaca o instituto.

Segundo o IEFP, o desemprego subiu em ambos os géneros face a Setembro de 2009, em particular nas mulheres, onde o número de desempregados subiu 9,9 por cento, enquanto nos homens o valor avançou 7,8 por cento.

Por grupo etário, o aumento do desemprego ocorreu de forma diferenciada: o número de jovens (menores de 25 anos) decresceu 3,5 por cento, enquanto o número de adultos aumentou 10,9 por cento.

Quanto ao tempo de permanência dos desempregados nos ficheiros, os inscritos há menos de um ano (58,4 por cento do total de desempregados) diminuíram 4,8 por cento, enquanto que os desempregados de longa duração (41,6 por cento) assinalaram um acréscimo de 36,7 por cento (para 230.973 pessoas).

A procura de um novo emprego - que justificou em Setembro o registo de 91,9 por cento dos desempregados - aumentou 9,1 por cento face ao mês homólogo de 2009, enquanto a procura do primeiro emprego subiu 6,3 por cento.

De acordo com a análise dos técnicos do IEFP, todos os níveis de habilitação escolar apresentaram mais desempregados do que há um ano, mas o aumento percentual mais elevados verificou-se ao nível do ensino secundário, com mais 16,4 por cento, seguido do superior, com 15,3 por cento.

Os inscritos no IEFP em situação de indisponibilidade temporária, ou seja, que não reúnem condições imediatas para o trabalho por motivos de saúde, aumentaram 11,1 por cento em Setembro, face ao mesmo mês de 2009, para 17.595 pessoas.

O número de desempregados inscritos como "ocupados" (a frequentarem programas especiais de emprego), por sua vez, caiu 30,1 por cento para 19.578 indivíduos.

O "fim de trabalho não permanente", continua a ser o principal motivo de inscrição dos desempregados, com 28.433 inscritos ao longo do mês de Setembro, seguido do motivo "despedido", com 10.102 inscritos.

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