Economia

Terceira pode ser ilha verde

  • 29 de Setembro de 2010
  • 234 Visualizações, Última Leitura a 19 Agosto 2017 às 18:29
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

Para se tornar numa ilha verde, a Terceira teria de ganhar coesão e unir todos os projetos de sustentabilidade ambiental para seguirem numa única direção. A avaliação foi feita pela diretora do Centro de Negócios de Bornholm, uma ilha dinamarquesa que está a marcar pontos no desenvolvimento de tecnologias verdes de sustentabilidade.

Lene Gronning veio à Terceira, acompanhada pelo empresário e investidor Permarting Boesen, para falar sobre o  Bright Green Island, o projeto que está a revolucionar a ilha dinamarquesa, num seminário que decorreu, na passada quinta feira, na pólo de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.

A ilha do Bornholm situa-se no Mar Báltico e tem cerca de 600 quilómetros quadrados, sendo a principal atividade económica a produção industrial de maquinaria.

A sua população envelhecida de cerca de 43 mil habitantes começou a preocupar os governantes e agentes economicos locais. Assim, desde 2006 tem-se vindo a implementar um sistema de sustentabilidade e de desenvolvimento de tecnologias ambientais.


 
Terceira Verde

Questionada sobre  a possibilidade de ser instalado um sistema baseado na mesma filosofia na ilha Terceira, Lene Gronning revelou não ter dúvidas em como isso poderia ser viável, mas ressalvou: "o que temos feito é planear uma estratégia comum, quando avalio o projeto desta ilha [o Green Island] vejo que os planos estão dispersos e que não existe qualquer perspetiva de futuro conjunto; também parece que todos querem estar na frente do seu projeto e não existe um líder comum".

O Brigth Green Island Bornholm começou num único gabinete, onde foram sendo organizadas ideias para, a partir daí, serem desenvolvidos projetos em parceria com o estado e com entidades privadas.

Parte importante do sistema será a noção de laboratório para tecnologias ambientais, financiado por um investidor privado da ilha que acredita na ideia, conta a representante.

De momento, são 28 os projetos que estão a ser desenvolvidos por toda a ilha, mas Lene Gronning não soube precisar ao certo quanto dinheiro já foi gasto com o sistema verde.

Revelou, ainda assim, que todo o financiamento vem de fundos da União Europeia e de investidores privados.

Exemplo de iniciativas deste laboratório ambiental será a construção do edifício de conferências  mais auto-suficiente do mundo.

Essa auto-suficiência será alcançada a nível energético e ao nível da entrada de turistas e estudiosos que compensem os custos de manutenção.

Mas, para a agricultura, uma das nossas principais atividades, Lene Gronning, não soube dar conselhos úteis, já que o laboratório para tecnologias verdes não foi alargado a este setor, que é excessivamente regulamentado pelo próprio país e pela União Europeia.

"Já estive em muitas ilhas pelo mundo que também querem ser verdes e conhecer o nosso projeto, mas penso que a mentalidade aqui é mais descontraída.

Será essencial que todos entrem em acordo. Podem continuar com os vossos planos mas isso nunca resultará num entendimento comum da população", concluiu a representante dinamarquesa.

 

Espalhar carros elétricos por toda a ilha

Um dos principais objetivos do Brigth Green island Bornholm é a substituição dos veículos movidos a combustível fóssil por carros elétricos.

A apresentar o projeto, esteve na ilha Terceira o investidor e empresário do setor,  Permarting Boesen, que falou nos benefícios da opção de mobilidade.
 
Em termos energéticos, a ilha será a região do mundo com mais elevada percentagem de eletricidade providenciada pelo vento, recorrendo, também, à energia solar.

A ideia de Permarting Boesen será aplicar o mesmo princípio aos automóveis de passageiros.

O investimento está em fase de testes, diz o investidor, e a prioridade será fazer carros elétricos mais baratos do que os normais e isentar os compradores, até 2015, do pagamento de impostos na compra de um exemplar.

"Podemos combinar carros com energia solar ou do vento e torná-los mais baratos. É toda uma nova forma de se olhar para um carro: mais que transporte, como estilo de vida", conta Permarting Boesen, acrescentado que, em estudos feitos durante o verão, a empresa concluiu que o público jovem se sente particularmente atraído para o produto por representar uma forma mais inteligente e verde de olhar para os transportes.

Quanto aos mais velhos, será apenas uma questão de habituação, acredita o empresário dinamarquês.

 

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Seis mais Oito? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos