Economia

Privados sugerem “dez pontos” para desenvolver os Açores

  • 21 de Setembro de 2010
  • 240 Visualizações, Última Leitura a 19 Novembro 2017 às 04:38
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Dezenas de empresários e responsáveis bancários entregaram ao vice-presidente do Governo Regional um documento com dez pontos para potenciar o desenvolvimento dos Açores.

A ideia é começar a trabalhar, de forma pro-activa, em medidas estruturais que terão que ser adoptadas pelos próximos governos para garantir o desenvolvimento sustentado assim que os problemas provocados (ou reforçados) pela crise económica e financeira estejam ultrapassados.

O documento, produzido no “Fórum CCIA 2010 – Economia dos Açores: Situação e Perspectivas” que decorreu no passado fim-de-semana na ilha do Pico, resulta de uma análise do estado da economia regional, identificando as principais dificuldades conjunturais e sobretudo as grandes oportunidades de desenvolvimento estrutural da economia açoriana.

O Fórum reuniu 50 empresários de todos os sectores de actividade, administradores das instituições bancárias e o consultor Augusto Mateus (ver peça abaixo). O documento emanado do encontro contém várias matérias que ao longo do mandato socialista de César, iniciado em 1996, foram identificadas pelos empresários e também pela oposição.

Os elementos entregues ao vice-presidente do Governo Regional, Sérgio Ávila, insistem assim, de modo especial, num novo “Modelo de Transporte” aéreo e marítimo de pessoas e mercadorias inter-ilhas e entre os Açores e o Continente português.

Já em matéria de “Controlo da Despesa Pública” recomenda a contenção e a reorientação da Despesa Pública Corrente, assim como que a Despesa de Investimento seja reorientada para bens e serviços públicos com impacto significativo na qualidade de vida dos cidadãos e na competitividade das empresas .

Optimizar as regras de contratação pública favorecendo os fornecimentos regionais com base em critérios e preços de referência mais adequados é outra das linhas força.

Outro dos caminhos apontados passa pela promoção das condições do relançamento do “Investimento Privado”.

Nesse capítulo pretende-se melhorar os sistemas de incentivo, simplificar e desburocratizar processos e reduzir os custos de contexto/produção, não esquecendo optimizar a aplicação dos instrumentos de gestão laboral à realidade económica açoriana.

Os empresários reunidos no Pico esperam também que de futuro se possa garantir a orientação das actividades económicas para a produção e distribuição de bens e serviços transaccionáveis e aumentar a capacidade exportadora da Região Autónoma, redefinindo uma estratégia de apoio à exportação e fomentando as oportunidades de substituição das importações.

Reavaliar e redefinir a estratégia de desenvolvimento turístico dos Açores, aproveitar os processos de revitalização e regeneração urbana para melhorar a atractividade dos centros urbanos e dinamizar a procura dirigida às empresas regionais no cluster da construção são outras duas propostas.

O documento salienta igualmente a importância de lançar as bases de uma progressiva inserção dos Açores nas actividades associadas à “Economia do Mar”.

Melhorar de forma sustentável o capital humano da Região através de acções focalizadas de formação e requalificação e adoptar uma estratégia sustentada de marketing da Região são outros dos pontos considerados decisivos para o futuro da economia.

 

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