Economia

Orçamento de estado deve conter medidas para estimular o PIB, dizem empresários

  • 6 de Setembro de 2010
  • 225 Visualizações, Última Leitura a 26 Setembro 2017 às 02:10
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O Orçamento do Estado para 2011 deve limitar a despesa pública a 30 por cento do PIB e ter “incentivos ao investimento privado e à criação de emprego”, defende o presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, à Lusa.
 
“Incentivos ao investimento privado e à criação de emprego, investimento público sustentável com grande incorporação nacional, medidas que permitam o aumento da liquidez das empresas e pagamento pontual das dívidas do Estado”, são algumas das medidas que António Saraiva quer ver na proposta do Governo que terá de ser apresentada até outubro.

António Saraiva falou à Lusa em nome da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Associação Industrial Portuguesa (AIP) e Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), que se juntaram na Confederação Empresarial de Portugal (CIP-CEP).

Do lado da despesa, o representante dos patrões espera ver contempladas no Orçamento medidas que garantam quatro objetivos: “sustentabilidade das contas públicas, dinamização do mercado de trabalho, reforço da competitividade e melhoria do acesso ao financiamento, por parte dos agentes económicos, designadamente Pequenas e Médias Empresas (PME)”.

António Saraiva defende “medidas orientadas para um novo modelo económico centradas na educação e formação profissional, nos mercados de trabalho e emprego e na justiça”.

Para o presidente da CIP, “a redefinição do papel do Estado na economia e na reforma da Administração Pública, bem com a consequente redução da despesa corrente primária para 30 por cento do PIB”, são duas linhas fundamentais que deverão constar do OE para o próximo ano.

António Saraiva não poupou críticas ao Governo de José Sócrates, por considerar que “o Orçamento do Estado para 2010, como a CIP referiu no início do ano, não prenunciava quaisquer ajustamentos de finanças públicas”, optando por aumentar os impostos para garantir o equilíbrio do défice em vez de reduzir a despesa do Estado.

"O PEC 2010-2013 preconizava um insuficiente ajustamento das finanças públicas feito, sobretudo, pelo lado da receita, não indiciando os ajustamentos estruturais da nossa economia”, pelo que "era claramente insuficiente e as medidas que o Governo tomou não foram as adequadas para assegurar o equilíbrio das contas públicas”, criticou.

Assim, “o Governo aumentou a despesa pública, financiando esse aumento com o aumento dos impostos. O PEC 2010-2013 era um plano de estabilidade apenas na despesa pública, e de crescimento somente nos impostos”, disse.

“Ficou a perder o país, ficaram a perder as empresas”, concluiu ainda António Saraiva, deixando uma exigência para 2011: "Este caminho tem que mudar”.

 

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