Economia

Jovens da Calheta querem barco para a Terceira

  • 2 de Setembro de 2010
  • 288 Visualizações, Última Leitura a 18 Dezembro 2017 às 12:40
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Um grupo composto por mais de duas dezenas de jovens juntou-se durante a noite da passada terça feira no cais do porto da vila da Calheta, em São Jorge, para protestar contra a falta de transporte marítimo direto entre a localidade e a ilha Terceira.

Dizem os protestantes que o corte de uma ligação com a localidade tem vindo a prejudicar aquela extremidade da ilha, expressando-se essencialmente com a diminuição de fluxo turístico na Calheta.

De acordo com um dos jovens que participou na manifestação, Filipe Silva, o sentimento de que o corte que se verificou este ano é prejudicial é partilhado pela generalidade da população.

“Fizemos algum barulho para chamar a atenção e para que as pessoas percebessem o que pretendíamos; depois iniciámos conversas com as pessoas que lá estavam e o tema era sempre o mesmo: a ligação faz falta à Calheta”, contou depois da manifestação.

Garante Filipe Silva que nas conversas participaram também empresários que sustentavam os seus negócios em parte com o fluxo turístico que era trazido pela ligação marítima direta e que apresentaram prejuízo nesta época.

“Não é só a questão de nós viajarmos, mas no verão o turismo é uma fonte de rendimento para muitas pessoas da Calheta; a Terceira é uma ilha grande e as pessoas devem ter condições para vir para cá com ligações diretas”, alertou Filipe Silva, exemplificando com o caso do parque de campismo da localidade, que tem recebido menos turistas.

Este ano, as ligações entre São Jorge e a ilha Terceira fazem-se somente a partir da vila das Velas, na extremidade oposta da ilha, implicando uma deslocação entre as localidades que pode chegar aos trinta minutos, explicou um dos manifestantes, João Ávila.

Não chegou ao grupo qualquer resposta por parte das entidades que controlam o serviço de transportes marítimos, mas terá ficado lançada a discussão entre os habitantes da Calheta, ressalva João Ávila.

Esta iniciativa partiu de um grupo de cerca de 20 jovens, na sua maioria universitários, que percebeu que este problema estava a prejudicar a sua vila e decidiu tentar resolver a questão: “na realidade, a ligação faz falta a toda a gente e muita gente fala, mas poucos fazem alguma coisa”, lamentou Filipe Silva.

 

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