Economia

Empresas despertam para potencial do mar

  • 31 de Agosto de 2010
  • 242 Visualizações, Última Leitura a 18 Dezembro 2017 às 11:06
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A sustentabilidade ambiental e a economia do mar estiveram em debate no último dia da Expo São Jorge.

Frederico Cardigos, Director Regional do Ambiente, João Gonçalves, do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores (DOP), e José Toste da Associação Regional do Turismo foram os oradores de um debate que abordou as várias potencialidades do mar, focando-se essencialmente nas atividades maritimo-turísticas.

A economia do mar envolve neste momento 75 mil pessoas em Portugal, o que representa 2% do PIB. No entanto, o objetivo é alcançar os 5%, com o projeto “Hypercluster da economia do mar”.

Os Açores têm a maior Zona Económica Exclusiva da União Europeia e a 11ª a nível mundial. Daí que seja inevitável se falar no aproveitamento do mar na Região.

 

Animação turística

Nos últimos anos o tecido empresarial começou a aperceber-se dessa realidade. A exploração do mar, ganhou relevância sobretudo através do turismo de animação. Só no grupo central existem neste momento 51 empresas de animação turística.

A Associação Regional de Turismo (ART) tem desenvolvido vários guias turísticos com atividades em mar e em terra no grupo central.

O mergulho é uma das atividades com mais destaque. O último, lançado este ano na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) contou com a colaboração das 11 empresas marítimo-turísticas das cinco ilhas.

Apesar de ser uma atividade com potencial para crescer na Região, o mergulho não é a principal atracão turística dos Açores no mar, segundo João Gonçalves, do DOP, até porque, como frisou o investigador, é uma atividade que dispendiosa.

Só o equipamento necessário esgota o limite de bagagem permitido pelas companhias aéreas portuguesas.

“A biodiversidade (dos fundos açorianos) é interessante, mas não é nenhum ‘hot spot’ a nível mundial”, salientou.

A observação de cetáceos é neste momento a atividade com mais resultados. Os Açores estão entre os 10 melhores locais para observação dos animais.

Ao todo estão registadas na Região 28 espécies, 20 das quais avistadas com frequência.

Importa, no entanto, preservar os recursos que tornam o mar dos Açores tão rico para o turismo da Região, como lembrou o Director Regional do Ambiente.

Para Frederico Cardigos as principais ameaças à biodiversidade marinha passam pelo aparecimento de espécies invasoras e a falta de respeito pela regulamentação existente.

 

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