Economia

Empresários defendem flexibilização de horários

  • 13 de Agosto de 2010
  • 232 Visualizações, Última Leitura a 21 Agosto 2017 às 00:46
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O presidente da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) defende que sem a alteração de “forma radical ou pelo menos rápida” da “flexibilidade e adaptabilidade de horários” dificilmente o sector privado criará empregos na Região.
 
Em declarações aos jornalistas na apresentação do programa da actividades que a instituição pretende desenvolver até 2011, Sandro Paim acrescentou que só com a flexibilidade de horários os empresários podem “arriscar” na criação de novos empregos.

O dirigente da organização de cúpula das organizações de empresários dos Açores sublinhou também a necessidade de encarar com “frontalidade” o facto de que a economia da Região se encontra numa fase de “estagnação”, não sendo possível gerar novos empregos se não se tiver “um crescimento acima dos dois por cento”.

Além do aumento do desemprego, Sandro Paim destacou as preocupações da Câmara de Comércio e Industria dos Açores com as “quebras significativas no turismo”, enquanto sector “determinante para o crescimento da economia regional”, e com o “cada vez pior” índice de confiança dos consumidores.

“A economia regional está numa fase de estagnação e rapidamente os empresários terão de desenvolver acções que permitam a retoma, porque não se pode estar apenas à espera do Governo Regional”, advertiu.

Criar condições de crescimento

A CCIA vai levar a cabo, em Setembro, um fórum de reflexão sobre a situação socioconómica dos Açores de onde pretende retirar um conjunto de projectos e medidas a desenvolver para criar uma base económica mais sustentável.

A organização pretende igualmente ter um papel mais activo no acompanhamento da economia do arquipélago, criando para o efeito um conjunto de indicadores com o objectivo de mais atempadamente propor acções para o melhoramento do seu desempenho.

Entre as actividades a promover pela instituição até 2011, foi anunciada a presença de empresários açorianos nas missões empresariais portuguesas à China e Angola e a deslocações de delegações da Região ao Estados Unidos e Europa, com o objectivo de “alargar os horizontes das nossas empresas a mercados emergentes e de grande expansão”.

Dentro do mesmo objectivo, a CCIA pretende fomentar a presença da marca Açores em eventos nacionais e internacionais, criando uma marca única e global que potencie os produtos regionais e o arquipélago como destino turístico.

A CCIA pretende igualmente estabelecer parcerias com diversas entidades governamentais, associações ligadas às energias renováveis e ao comércio tradicional, bem como com outras associações a nível nacional, contactos com a Associação de Business Angels e a FLAD, para além de potenciar relações com Câmaras do Comércio a nível europeu e na diáspora.

Na área do turismo, para além da realização de mais umas Jornas Técnicas, em Novembro, a CCIA, através das suas associadas, irá acompanhar este sector realizando reuniões sectoriais.

Ao nível da formação profissional, para além das diferentes acções levadas a cabo por cada uma das associadas, a CCIA vai apostar em cursos À distância, utilizando a plataforma de e-learning desenvolvida por este organismo.

Gestão Ambiental, Contabilidade, Turismo e Desenvolvimento Regional e Comunicação Empresarial são alguns dos cursos a realizar até ao final do próximo ano.

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