Economia

Revolução silenciosa nas acessibilidades internas

  • 11 de Agosto de 2010
  • 212 Visualizações, Última Leitura a 23 Agosto 2017 às 02:21
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O processo de substituição dos navios “Cruzeiro do Canal” e “Cruzeiro das Ilhas” constitui “mais um passo naquela que é uma revolução silenciosa que tem vindo a ser operada no que diz respeito às acessibilidades internas na Região Autónoma dos Açores”, defendeu ontem, na Madalena, o Secretário Regional da Economia.

Vasco Cordeiro, que falava durante a primeira de duas sessões públicas, a outra decorreu esta tarde na cidade da Horta, destinadas à apresentação dos novos navios para as ligações marítimas entre as ilhas do Grupo Central, considerou que essa revolução silenciosa “tem várias faces visíveis”, como é o caso “das obras que estão a decorrer em praticamente todos os portos da Região com vista à instalação de rampas destinadas aos navios ferry de transporte de viaturas e passageiros”, uma opção que será também seguida para os navios que irão operar, a partir de 2012, entre as ilhas do Triângulo.

Assim, salientou o Secretário Regional da Economia, “além das obras que estão em curso, vamos igualmente concretizar uma intervenção na frota, à semelhança do que já foi feito para o transporte aéreo com a renovação integral da frota da SATA Air Açores, agora com a renovação dos navios que operam no Grupo Central”.

No entanto, esta é uma intervenção mais profunda, destacou Vasco Cordeiro, uma vez que “não se trata de uma mera substituição de navios, mas sim de um corte destinado a explorar novas oportunidades e a contribuir para a consolidação de uma ideia que deve ser colocada em prática: construir no Grupo Central um verdadeiro mercado interno”.

Uma estratégia que, defendeu, “está dependente em absoluto das acessibilidades e, neste caso de forma decisiva, no que diz respeito ao transporte marítimo”.

O processo de substituição dos navios que operam no Grupo Central “é um passo em frente e que marca o que tem sido uma grande aposta do Governo dos Açores: aproveitar todo o nosso potencial marítimo não apenas no que diz respeito às actividades ligadas ao mar directamente, como é o caso das actividades marítimo-turísticas, mas também no que diz respeito aos portos e aos navios já que estes são um dos aspectos fundamentais para o êxito desta estratégia”.

No âmbito do processo de substituição dos navios “Cruzeiro das Ilhas” e “Cruzeiro do Canal”, propriedade da Atlânticoline S.A., foi ontem anunciado o lançamento de um concurso público para a construção de duas novas embarcações: uma com capacidade para cerca de 300 passageiros e 6 viaturas e, a outra, com capacidade para cerca de 200 passageiros e 12 viaturas.

Os dois navios, cuja construção deverá representar um investimento de aproximadamente15 milhões de euros, terão 37 metros de comprimento, um calado máximo de 3,5 metros, e serão dotados de rampas de popa, devendo entrar em operação no final do ano de 2012.

  

Nova frente marítima da Horta

A empreitada de requalificação da frente marítima da cidade da Horta vai permitir amplos benefícios “não só para a ilha do Faial, mas também para a mobilidade entre as ilhas do triângulo e do Grupo Central”, defendeu, ontem, naquela cidade, o Secretário Regional da Economia.

Vasco Cordeiro, que falava aos jornalistas durante uma visita às obras actualmente em curso, que decorrem em quatro frentes de trabalho simultâneas, e de acordo com os prazos calendarizados, manifestou-se convicto de que esta empreitada irá permitir corresponder às orientações estratégicas definidas pelo Governo dos Açores no que diz respeito à relação da Região com o mar, e neste caso, “no que diz respeito a novas soluções que permitem melhorar substancialmente as nossas acessibilidades marítimas, bem como a nossa mobilidade interna”.

Como tal, o Secretário Regional da Economia apontou a “concertação feita desde o início entre as características desta empreitada e os seus objectivos, prevendo já a sua adequação aos novos navios que vão servir as ilhas do triângulo”, nomeadamente através da construção de duas rampas destinadas ao tráfego local entre o grupo central, e de uma outra vocacionada para a operação de transporte marítimo inter-ilhas de passageiros e para a sua utilização por navios de cruzeiro”.

Assim, disse ainda, “o Governo dos Açores, desde o primeiro momento, teve sempre um princípio base: procurar as melhores soluções para os fins a que a obra se destinava. Na altura em que foi lançada foram tomadas algumas opções, inteiramente correctas em relação aos elementos disponíveis na altura. Com os novos elementos que foram surgindo e, tendo a possibilidade de adoptar novas soluções, o Governo decidiu em conformidade reafirmando a sua posição de sempre procurar as melhores soluções que permitam cumprir os objectivos a que nos propomos”.

A empreitada de requalificação da frente marítima da cidade da Horta está orçada em cerca de 33 milhões de euros e prevê a construção de um molhe-cais de protecção das novas instalações portuárias, sensivelmente paralelo à Marginal da cidade, com cerca de 390 m de comprimento, dispondo de um cais acostável, no lado interior, com um comprimento útil de 300 m, destinado às operações dos ferries inter-ilhas e também de alguns navios de cruzeiros.

Está também prevista a construção de um Ponte-Cais acostável pelos dois lados com um comprimento de 99 mts e 10 mts de largura, para servir as embarcações de passageiros do Triângulo e um Terrapleno com uma área de cerca de 20.000 m2, onde serão implantadas as instalações terrestres de apoio ao terminal, nomeadamente uma gare de passageiros com a área coberta de 2.200 m2, que incluirá instalações para os diversos serviços oficiais envolvidos nas operações portuárias;  parques de estacionamento automóvel, depósito de água para alimentação aos navios e depósitos de combustíveios, entre outras infra-estruturas.

 

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