Economia

Passagens a 100 euros não passaram do anúncio

  • 6 de Agosto de 2010
  • 282 Visualizações, Última Leitura a 18 Dezembro 2017 às 22:36
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O PSD/Açores exige que o Governo Regional anuncie a data em que serão disponibilizadas as passagens aéreas inferiores a 100 euros.

Num requerimento enviado ontem ao Governo Regional, os deputados do PSD/Açores recordam que “o presidente do PS/Açores, Carlos César, anunciou em abril passado, aquando do encerramento do congresso socialista, a disponibilização de passagens aéreas de e para os Açores, para residentes e não residentes, promocionais e não promocionais, a menos de 100 euros”.

No entanto, adiantam, o anúncio não passou daí.

O deputado Jorge Macedo  lembra que “passado pouco tempo, o PS desmentiu o seu presidente, afirmando que, afinal, as passagens com esses preços serão apenas nas tarifas promocionais que, como todos sabemos, são escassas e como tal muito difíceis de adquirir”.

Neste sentido, adianta ainda, “é mais fácil encontrar uma agulha num palheiro” do que uma tarifa promocional, no site da SATA, para os meses de agosto e setembro.

“Passados quatro meses daquele anúncio, e já no fim da época alta, os açorianos e os operadores turísticos continuam à espera da promessa do presidente do Governo Regional, então feita na pele de presidente do PS/Açores”, frisa o deputado social-democrata.

Para os parlamentares, a situação agrava-se quando se regista um decréscimo do fluxo turístico na Região, isto é, menos 7% em maio deste ano.

Assim, sustentam, “a garantia de competitividade do destino Açores passa necessariamente por reduzir o custo da acessibilidade, ou seja, o preço das passagens aéreas”.

“Os dados relativos ao turismo, que já tinha estagnado em 2007 com um crescimento residual de 0,4%, decresceram 5% e 11% em 2008 e 2009, e 7% em maio deste ano, e revelam que o Governo Regional não conseguiu implementar uma política de promoção do destino Açores que lhe garanta notoriedade”, acrescenta Jorge Macedo considerando que houve “ações desgarradas” e que o executivo “fez mergulhar o setor turístico açoriano numa profunda crise. A maior crise de sempre”.

Esclarecimentos

Para os social-democratas interessa sobretudo perceber se a hipotética redução das passagens aéreas seria suportada pelas operadoras ou se teriam por base contrapartidas por parte do Estado através do aumento do valor do subsídio ao bilhete.

Neste sentido, os deputados questionam ainda se o bilhete será integralmente pago às operadoras ou se parte desse valor será re-embolsado ao passageiro, “como acontece na Madeira, onde o residente é re-embolsado com 60 euros por cada viagem que faz”.

“O governo tem de justificar que a SATA Internacional pratique tarifas “low-cost” nas ligações do continente com a Madeira, enquanto nas ligações para os Açores, e com as regras de serviço público vigentes, se pratiquem preços que duplicam e triplicam o valor pago pelos madeirenses”, frisa Jorge Macedo.

Por isso, os social-democratas querem saber porque razão é que essas regras inviabilizam a introdução de tarifas inferiores a 120 euros, atual tarifa promocional, nas ligações aéreas dos Açores com o continente.

Imposição do valor minímo nas tarifas limita a entrada de outros operadores

No requerimento enviado pelos deputados social-democratas ao Governo Regional, Jorge Macedo, António Marinho, Clélio Meneses e Aida Santos perguntam se o Governo considera ou não que a imposição do valor mínimo nas tarifas configura uma limitação à entrada de outros operadores que garantam concorrência nas rotas de e para os Açores.

Neste sentido, os parlamentares questionam ainda “se o Governo Regional vai negociar as regras de serviço público, incentivando a entrada de outras companhias aéreas nas ligações dos Açores com o continente”.

Caso isso não aconteça, os deputados questionam se o Governo “pretende que a SATA e a TAP continuem a voar em “code share” o que, consideram, configura “um modelo de monopólio encapotado”.

Por outro lado, os deputados querem ainda saber se o Governo Regional considera que “a forte recessão no setor turístico açoriano, num momento crucial para a rentabilização dos investimentos realizados pelos empresários açorianos, pode pôr em causa a sustentabilidade de um setor estratégico para o desenvolvimento económico da Região”.

Outra das questões tem que ver com a divergência das declarações do PS e do presidente do Governo Regional quanto às tarifas que receberão a redução de preço.

 

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