Economia

Atlanticoline aberta a transporte de carga

  • 5 de Agosto de 2010
  • 229 Visualizações, Última Leitura a 20 Agosto 2017 às 17:22
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

O serviço de transporte de carga rodada, através dos navios da Atlanticoline, poderá ter um contributo significativo nas pequenas economias das ilhas do Grupo Central dos Açores.

A afirmação é de António Raposo, responsável pela empresa de transportes marítimos de passageiros em operação nos mares do arquipélago, e foi expressa no âmbito de uma reunião informal mantida na passada terça-feira com os associados da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo.

Este futuro serviço, aliás, foi uma das principais aspirações dos empresários locais, e será avançado, provavelmente, a partir do próximo ano.   

O serviço de transporte de carga rodada nas operações marítimas da Atlanticoline foi o tema destaque do encontro informal mantido no passado dia 2 de Agosto entre o presidente daquela empresa, António Raposo, e os empresários da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH).  

Em declarações ao nosso jornal, António Raposo considera um serviço importante que, à partida, poderá ter um contributo significativo nos negócios das pequenas economias das ilhas do Grupo Central dos Açores. 

“Nós vemos também com bons olhos esse serviço, um complemento do transporte de passageiros. A carga rodada poderá permitir o incentivo e a motivação de pequenas economias do Grupo Central”, frisa o responsável, acrescentando que, por parte da Atlanticoline e dos empresários, verifica-se abertura para eventualmente avançar com uma das principais aspirações “de quem tem a percepção do dia-a-dia”.

Para António Raposo o futuro adivinha-se risonho sobre essa matéria, sendo que, até agora, diz, 2010 mostrou-se satisfatório em quantidade face a anos anteriores.

“Criámos uma consolidação que era bastante inevitável e importante”, considera.

Contudo, apesar do optimismo demonstrado, adianta, há que pensar no modelo ideal para este serviço público de “modelo complexo” dado à situação geográfica das nove ilhas dos Açores e ao seu respectivo número de habitantes.

“Não nos podemos esquecer que em duas ilhas estão concentradas 20 mil pessoas, com a sua vertente de carga empresarial. Nós, actualmente, estamos a transportar cerca de 600 pessoas entre as ilhas de São Miguel e Terceira, por viagem, e uma centena para o Grupo Central. Mas, se calhar, essas 100 viajam com mais periodicidade que as outras seiscentas. Isto confere naturalmente uma complexidade ao actual modelo e o Governo Regional está a estudar esse modelo”, sustenta António Raposo.

Em suma, o responsável salienta a importância do porto da Praia da Vitória, utilizado como uma placa giratória, e a presente operacionalidade do transporte marítimo de passageiros, que assegura três dias por semana as viagens inter-ilhas do Grupo Central a São Miguel e Santa Maria e vice-versa. 

“Isso só é possível fazendo um serviço de transbordo no porto da Praia da Vitória”, remata.

Criação de sinergias

Já o presidente da CCAH, Sandro Paim, destaca as mais-valias de um encontro que reuniu mais de uma dezena de associados com o objectivo fazer o ponto de situação do serviço de transporte marítimo nos Açores.

“Preocupa-nos ter um serviço que, tendencialmente, deverá ser cada vez melhor e que diz respeito ao transporte de passageiros residentes, numa óptica de mercado global Açores, e de turistas. A frequência, a qualidade e horários disponíveis atempadamente para fazer a programação a nível do turismo são pontos essenciais”, indica.

“Foram ainda abordadas questões sobre a operação e gestão dos portos das diversas ilhas e as ligações entre o Grupo Central e as ilhas do Triângulo que devem ser salvaguardadas. Ainda falharam este ano, embora não com a mesma amplitude do ano anterior”, conclui Sandro Paim.

 

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Sete mais Oito? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos