Economia

Os Açores dispõem de condições para receber companhias aéreas de baixo custo. Essa é a opinião de um especialista inglês.

  • 31 de Março de 2008
  • 323 Visualizações, Última Leitura a 19 Setembro 2017 às 13:30
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A nível europeu, apenas as ilhas dos açores e da Córsega não têm voos de baixo custo (“low cost”), mas o especialista britânico em aviação, Jonhatan Gavin Eccles, que é consultor da Neoturis, defende que seria viável optar por ligações de baixo custo na região. Gavin Eccle, que falava ontem em Ponta delgada, nas Jornadas Técnicas de Turismo, promovidas pela Câmara do Comércio e Indústria dos açores, considerou mesmo “notável” o facto de não existirem voos “low cost” nos açores, uma vez que esse é “um mercado em franca expansão e como resultados económicos e financeiros extraordinários”. Actualmente, 30 por cento do mercado europeu é servido por companhias “low cost”. O especialista inglês disse mesmo que os voos de baixo custo são um mercado atractivo, que resulta em ilhas como a sardenha, por exemplo, e que poderia ter bons resultados nos açores. Segundo Gavin Eccle, que falava no âmbito do painel “Transportes aéreos: que modelo para o futuro?”, uma solução para que as companhias “low cost” passem a voar nos açores poderia passar pela criação de parcerias com a TAP e até a SATA. GOVERNO CONTRA Falando sobre a liberalização do espaço aéreo açoriano, o secretário regional da Economia, Duarte Ponte, defendeu que essa situação poderia resultar com são Miguel e Terceira, mas seria prejudicial para as restantes ilhas. Duarte Ponte defendeu a continuidade do serviço público com indemnizações compensatórias nas ligações inter-ilhas e disse que “ninguém obriga uma transportadora a estar neste serviço público. o acesso às rotas é livre e as regras são para obedecer”mas, para Duarte Ponte, “o serviço público de transportes aéreos deve contribuir para desenvolver todas as ilhas dos açores. Até porque a miragem de uma súbita baixa das passagens aéreas não passa disso mesmo”. O governante adiantou mesmo que a estabilidade no transporte aéreo é fundamental para garantir os sectores turísticos, económico e social da região. António Gomes de Menezes, presidente do Grupo SATA, referiu que é preciso deixar os mercados funcionar e só intervir quando for estritamente necessário. Sobre a SATA Internacional admitiu a hipótese de parcerias com companhias americanas para sedimentar a presença na América do Norte, destino para o qual a transportadora tem uma média de 500 voos anuais.

 

 

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