Economia

Linha de crédito é pouco aliciante

  • 29 de Julho de 2010
  • 264 Visualizações, Última Leitura a 17 Dezembro 2017 às 21:22
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O presidente da Associação de Municípios dos Açores, João Ponte, admitiu ontem ao DI que o prazo de dois anos para o re-embolso dos empréstimos bancários para a regularização de dívidas poderá estar na origem da pouca adesão das autarquias e empresas municipais à linha de crédito criada pelo Governo Regional em maio deste ano.

Trata-se de uma linha de crédito que vai estar em vigor pelo menos até setembro e que permite às empresas receberem os montantes das dívidas em atraso das autarquias que, em que alguns casos, chegam a ultrapassar um ano.

A banca disponibilizou 60 milhões de euros para a linha crédito em que os juros são suportados pelo Governo Regional mas foram utilizados apenas 5,5 milhões.

João Ponte considera que numa altura em que as autarquias estão a ser alvo de cortes orçamentais “é natural que existam algumas delas que estejam ainda a ponderar se devem assumir encargos que terão que ser pagos no prazo de dois anos”.

Segundo o dirigente da Associação de Municípios dos Açores, a situação da autarquias “é cada vez mais difícil” porque foram efetuados cortes de cinco por cento nas transferências do Orçamento de Estado e as receitas próprias estão a descer devido às crise que levou a uma redução das taxas e impostos.

“Os municípios atravessam um período difícil em que o futuro, no que se refere às receitas, é incerto pelo menos nos próximos anos”, afirmou.

Entretanto, o Presidente do Governo Regional em exercício, Sérgio Ávila, disse ontem ao DI que o prazo para o pagamento por parte das autarquias “é adequado” uma vez que em vez de terem que pagar às empresas em 60 dias passam a pagar à banca em dois anos.

Empresas prejudicadas

Por seu turno,  o presidente da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, Sandro Paim, lamentou que “as empresas estejam a ser prejudicadas porque as autarquias não recorrem à linha de crédito para pagarem as suas dívidas”.

Sandro Paim considera que se trata de “uma atitude incompreensível numa altura em que as empresas estão em dificuldades”.

 

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