Economia

Empresários são ‘pontapeados’ quando querem investir

  • 7 de Julho de 2010
  • 225 Visualizações, Última Leitura a 23 Setembro 2017 às 02:00
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Primitivo Marques pediu ao poder político mais celeridade e menos burocracia para os empresários poderem avançar com processos de investimento e de criação de emprego.

Falando num seminário sobre a responsabilidade social das empresas e o seu impacto na actividade empresarial, o presidente do conselho de administração do Grupo Marques e um dos maiores empregadores da Região (com mais de 1500 trabalhadores) disse mesmo ter de passar por um “inferno” quando quer aprovar um projecto numa Câmara Municipal.

Na sua intervenção, o empresário lamentou que “numa terra pequena, quando uma Câmara não se organiza o suficiente para rapidamente aprovar um projecto, essa Câmara não quer investimento no seu concelho” e disse que “um empresário deve ser acarinhado quando está disponível para avançar com um projecto e não muitas vezes pontapeado, como se fosse um favor que nos fazem ao aprovarem-nos um projecto, que implica emprego e esforço financeiro para que as empresas possam criar riqueza e contribuírem para o desenvolvimento da Região”.

O seminário sobre a responsabilidade social das empresas integrou o programa de eventos das comemorações dos 175 anos da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada e contou, entre os seus convidados, com Nuno Fernandes Thomaz, administrador de empresas e vice-presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), que apontou também a burocracia e a carga fiscal, bem como a cadeia de atrasos nos pagamentos a fornecedores como os grandes problemas para o crescimento sobretudo das Pequenas e Médias Empresas (PME) e como os principais entraves para uma maior política de responsabilidade social nas empresas.

Nuno Fernandes Thomaz lembrou que as PME constituem 90 por cento do tecido produtivo nacional e 75 por cento do emprego e são elas que, em tempo de crise, acabam por ser “injustamente atacadas” com exigências das administrações públicas exageradas, com uma “asfixia” de impostos e com a obrigação de “decifrar leis que estão sempre a mudar”.

O vice-presidente da ACEGE lembrou ainda as más práticas de pagamentos que actualmente ensombram o tecido empresarial, com Portugal a ser o 4º país europeu com prazos de pagamento a fornecedores mais longos, uma situação que piora ainda mais quando se fala dos pagamentos ao nível da Administração Pública.

Uma má prática com consequências “gravíssimas” nas empresas, que as impede de desenvolver a sua responsabilidade social e que levou a ACEGE a lançar uma campanha de pagamentos pontuais entre cerca de uma centena de empresas.


Um evento para trocar experiências

O objectivo do seminário da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) era discutir a responsabilidade social das empresas e, quer o presidente da CCIPD, Mário Fortuna; quer o director regional do Apoio ao Investimento e à Competitividade, Arnaldo Machado; quer ainda os convidados Nuno Fernandes Thomaz, Primitivo Marques, Joaquim Bensaúde, em representação do maior grupo económico açoriano e Bruno Vieira, da Nova Gráfica, deram exemplos de boas práticas.

 

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