Economia

Mercado automóvel pode estagnar nos Açores

  • 30 de Junho de 2010
  • 217 Visualizações, Última Leitura a 21 Setembro 2017 às 10:27
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Esta é a opinião do secretário-geral da Associação Automóvel Portugal, convidado do Comércio de Angra do Heroísmo na 5ª edição do Negócios ao pequeno-almoço.

O secretário-geral da Associação Automóvel Portugal (ACAP), Hélder Pedro, foi o convidado da Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) na 5ª edição do Negócios ao pequeno-almoço, no Hotel do Caracol.

Hélder Pedro analisou a situação actual do mercado automóvel, de crescimento em comparação com 2009, mas ainda longe dos valores de 2008 e mais ainda do início da década. O ano passado foi mesmo o pior dos últimos 22 anos em termos de vendas. Nos últimos 10 anos as vendas de veículos ligeiros baixaram 45%. A perspectiva é, assim, de um ligeiro crescimento neste ano, e estagnação em 2011.

Segundo o secretário-geral da única associação empresarial que representa a globalidade do sector automóvel, “as perspectivas de consumo não são muito animadoras”. Ainda mais, acrescentou, com o “final do incentivo ao abate de veículos”.

A medida aplica-se a todo o território nacional e está em vigor desde 2000, com uma majoração especial desde Agosto de 2008.

Teve um peso de 25% na venda de veículos em 2009. Vendas que, de acordo com Hélder Pedro, seriam efectuadas de qualquer forma, mas que, com o incentivo ao abate foram antecipadas, resultando no “incremento de impostos para o Estado” e na “manutenção de postos de trabalho nas empresas do ramo automóvel”.

Tal como a CCAH, a ACAP crê que é “muito importante para a economia regional que se possa manter o programa de incentivo ao abate de veículos nos Açores”.


Economia paralela e centros de inspecções

Outra situação que merece preocupação da Associação Automóvel Portugal, tal como da CCAH, é a economia paralela que se gera à volta do sector automóvel.

Hélder Pedro dividiu o problema em dois: os empresários em nome individual que não cumprem com todas as normas, nomeadamente as ambientais, e, pior ainda, “quem não é sequer empresário e desenvolve actividade”, concorrendo “deslealmente com as empresas que cumprem com todos os preceitos”.

Nestes casos, a ACAP faz um apelo à fiscalização para actuar com veemência, afirmado que, “no Continente, a ASAE funciona com alguma eficácia”.

No entanto, por vezes é difícil que isso aconteça, pelo que a ACAP defende que a “despesa na reparação dos veículos em oficinas possa entrar no IRS”, repondo, assim, uma medida que esteve em vigor há dois anos.

A ACAP quer, também, aproveitar as oficinas existentes para a inspecção de veículos. De acordo com nova legislação, que entrou em vigor recentemente, a actividade dos centros de inspecção de veículos passa a ser de livre acesso e exercício.

Durante um período transitório de cinco anos, as tarifas de inspecção continuam a ter valor fixo e a abertura de novos centros está sujeita a limitações. Uma dessas limitações é a impossibilidade dos concessionários com oficinas poderem inspeccionar veículos, que resulta no desperdício das oficinas já existentes.

Segundo estimativas da ACAP, a produção automóvel representou, em 2009, 11,3% do total das exportações, com uma taxa de cobertura das importações pelas exportações de 64,2%.

Por sub-grupos de produtos exportados, os veículos estão no primeiro lugar em termos do peso no total das exportações. O sector representa um volume de negócios de 15 mil milhões de euros, ou seja, 9% do PIB nacional.


 

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