Economia

Câmara de Angra do Heroísmo quer criar nichos para empresas de jovens

  • 18 de Junho de 2010
  • 247 Visualizações, Última Leitura a 18 Novembro 2017 às 23:25
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Está em estudo na Câmara Municipal de Angra do Heroísmo um plano para incentivar a formação de empresas por jovens. De acordo com o vice-presidente da autarquia, Francisco Cota Rodrigues, este apoio poderá assumir a forma de cedência de espaços e ajuda logística.

Mais concretamente, especificou, em declarações a DI, Cota Rodrigues, está em causa a criação de nichos de empresas quer na cidade como em meio rural e a possível prestação de apoio logístico pelo município ao nível de material informático, faz ou software, por exemplo.

“Serão centros de empresas até para que o material disponibilizado possa ser usado por mais do que uma empresa”, adiantou, reforçando sempre que a matéria ainda se encontra em fase de estudo.

Cota Rodrigues falava na abertura da Feira de Empreendedorismo que teve lugar ontem no polo da Universidade dos Açores no Pico da Urze, em Angra do Heroísmo.

Na opinião do número dois da Câmara de Angra é importante fomentar o empreendedorismo jovem numa altura em que são cada vez mais raros os chamados empregos vitalícios, adiantando contar para esse fim com a colaboração da própria Universidade dos Açores e da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo.


A Feira

Na Feira organizada pelos Cursos de Especialização Tecnológica “CET) em “Técnicas de Laticínios” e “Qualidade Alimentar”, foram divulgados sete projetos de empresas virtuais destinados a cobrir lacunas do mercado terceirense, criadas por alunos de ambos os cursos.

Segundo Rui Luis, docente dos dois cursos e membro da organização do evento, em causa estão empresas virtuais mas que podem ter futuro.

“Obviamente são projetos virtuais mas, pela análise que foi feita e pelo que agora conhecemos do mercado, pelo menos quatro têm possibilidades de avançar mesmo na prática, ou seja, mais de 50 por cento o que não é mesmo nada mau”, disse.

Rui Luis explica que os CET são cursos ministrados pela Universidade dos Açores que se diferenciam das licenciaturas mas que têm uma elevada orientação para o mercado profissional.

“São cursos destinados a quem está a frequentar ou já terminou o 12º ano ou frequentou o ensino Técnico-Profissional. São cursos de nível quatro e os do ensino profissional são de nível 3.

Além disso, há uma elevada probabilidade de se conseguir um emprego uma vez que o último semestre consiste num estágio de 460 horas numa empresa local”, concluiu.

Linda Brasil é aluna do CET em “Técnicas de Laticínios” e apresentou na feira, com outros colegas, o projeto da Queijaria Nogueira e Enes. Afirma que frequentou um curso que lhe deu equivalência ao 12º ano e depois optou por este CET da Universidade dos Açores.

Linda afirma que um dos colegas pretende mesmo avançar com a queijaria e afirma já encarar a possibilidade de ter uma empresa mais realista. “Hoje em dia o mercado está muito difícil em termos de emprego e começamos a ter de ser nós a criar o nosso próprio emprego”.

Na feira estiveram expostos vários produtos confecionados pelos alunos de “Técnicas de Laticínios”, desde a manteiga artesanal, ao gelado de bolacha, queijo curado ou licor de leite.

José Matos, docente deste CET, afirma que um dos objetivos foi demonstrar que este tipo de curso, que se prolonga por perto de ano e meio, não é meramente teórico.

Num sentido mais geral, José Matos acredita que a aposta nos gelados à base de leite seria sempre uma boa hipótese para a Região. “Podíamos fazer gelados que não só fossem bons mas nutritivos, um verdadeiro alimento”.

 

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