Economia

É preciso pôr fim a despesas “pouco produtivas e socialmente dispensáveis”

  • 1 de Junho de 2010
  • 257 Visualizações, Última Leitura a 24 Novembro 2017 às 05:37
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Os socialistas lançaram ontem um apelo ao Governo Regional, autarquias e tecido empresarial açoriano para melhorarem o seu desempenho, neste caso “eliminando despesas pouco produtivas e socialmente dispensáveis”.

André Bradford, porta-voz do PS/A, falava aos jornalistas na sede do partido em Ponta Delgada, na sequência da primeira reunião da Comissão Regional após a realização do XIV congresso dos socialistas açorianos.
 
Esta reunião serviu, entre outras coisas, para eleger a sua mesa, presidida por Francisco Coelho e vice-presidida por Ricardo Silva, tendo como secretárias Andreia Cardoso e Ana Paula Marques.

Mas também para o partido que sustenta o Executivo deixar um repto à sua governação, no sentido de ajudar empresas que possam estar em dificuldades devido à crise, mas que têm viabilidade e futuro.

“O PS entende que o Governo, para além das ajudas gerais às empresas, em que se destacam os incentivos e facilidades no crédito, deve, com transparência e coragem, acompanhar a vida empresarial, de modo a garantir a continuidade de investimentos estruturantes para os Açores que estejam a ser desenvolvidos por estas, salvar e fortalecer as empresas sustentáveis e outras que tenham relevância nas ocupações e tradições nos pequenos meios locais sem alternativas empregadoras”, acentuou.

Bradford deixou claro que o Governo deve, tanto quanto possível, concretizar o investimento público previsto, mas sem nunca perder de vista o apoio aos mais desfavorecidos em tempo de crise.

Se necessário for revendo e adiando alguns dos investimentos planeados para que, no topo das prioridades, sejam satisfeitas as necessidades de famílias e empresas numa posição de maior vulnerabilidade em relação ao plano de austeridade implementado pelo Governo da República.

“O PS sabe que as medidas adoptadas pelo Governo da República atingem negativamente o apoio a famílias e a empresas, mas exorta o Governo Regional para, aproveitando as disponibilidades criadas pela sua boa gestão das finanças e das despesas regionais e pela estabilidade das receitas, manter, quer na ajuda às pessoas quer no incremento do investimento público e no apoio aos empresários privados, os níveis que têm assegurado índices importantes de estabilidade económica e social nos Açores”, frisou.

Bradford considera que, através da eliminação de despesas pouco produtivas e socialmente dispensáveis, será possível não reduzir a despesa pública de investimento, atendendo à “prioridade de incrementar a economia e criar empregos, mas dar mais ênfase a investimentos com esses efeitos, mesmo que em prejuízo de outros compromissos que foram assumidos em diferentes contextos”.

Os socialistas enfatizam a necessidade do governo se empenhar no reforço dos serviços que retenham valor na Região e das capacidades produtivas regionais e de transformação, sobretudo as relacionadas com as economias agrária e do mar, incluindo o turismo e a valorização dos recursos humanos e profissionais.

“O PS/A orgulha-se do desempenho do Governo Regional, que permite que os Açores estejam muito melhores agora do que as outras regiões”. Mesmo que, segundo André Bradford, a oposição “política e noticiosa continue viciada no pessimismo e em puxar para baixo os Açores”.

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