Economia

Empresas abusam nos estágios profissionais jovens

  • 28 de Março de 2008
  • 383 Visualizações, Última Leitura a 24 Outubro 2017 às 10:15
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

 

 

 

 

Muitos estágios profissionais nos açores estão, alegadamente, a ser usados pelas empresas como forma de garantirem mão-de-obra barata. O alerta parte da CGTP- Açores. Graça Silva pede a intervenção do Governo regional, promotor da formação profissional no arquipélago. “Estes estágios profissionais criados pelo Governo regional, a nosso ver, têm um objectivo que não se está a concretizar. O objectivo inicial é dar uma oportunidade aos jovens de estagiar e ingressar no mercado de trabalho. Parece-nos que o que, realmente, está a acontecer é os jovens estarem a estagiar e as empresas a aproveitar os jovens que saem das escolas profissionais e da universidade para terem pessoal sem grandes custos”, explica a coordenadora da CGTP - Açores. “O Governo regional terá de ter outro olhar sobre estes programas”, sublinha. Defende que o executivo socialista deve criar medidas que garantam que os estágios não sejam utilizados de forma incorrecta. Desemprego Graça Silva adianta ainda que o programa de estágios profissionais na região pode estar a deturpar as estatísticas do desemprego na região. “Reconhecemos que a taxa de desemprego é baixa na região, comparativamente ao resto do País, mas parece-nos que não será tão baixa como nos fazem crer os números”, argumenta a sindicalista. “Existem muitos trabalhadores jovens em situação de estágio que não são integrados nas taxas de desemprego e isso demonstra uma situação artificial de emprego”, justifica. PRECARIDADE Para a coordenadora da CGTP -Açores, este é um dos problemas actuais no âmbito do emprego jovem no arquipélago. Graça Silva alerta também para a precariedade no trabalho jovem nos açores, situação que está na base do descontentamento expresso pelas cinco mil assinaturas recolhidas no arquipélago numa acção que a interjovem/CGTP desenvolveu nos açores. “Recolhemos cinco mil postais e vamos entregá-los na manifestação em Lisboa”, adianta a responsável. Manifestações as assinaturas recolhidas nos açores vão juntar-se aos postais assinados no resto do País. Todas são entregues hoje à tarde em são Bento após uma marcha trabalhadores jovens em protesto contra a precaridade laboral. Na manifestação estará presente uma delegação açoriana, com elementos de todas as ilhas. A delegação estará identificada com uma faixa”, confirma Graça Silva. Hoje, a partir das 14h30 (13h30 nos açores), a inter-jovem, estrutura associada à CGTP - intersindical, promove um protesto nacional contra a precaridade laboral. A manifestação sai do rossio e terminará frente à assembleia da república. Célia Lopes, coordenadora da interjovem justifica a marcha com a necessidade de mostrar ao Governo da república o descontentamento dos jovens com os contratos a termo, os “recibos-verdes”, o trabalho ilegal e não declarado e a ausência de fiscalização do trabalho temporário. Entre várias exigências, a interjovem reivindica neste protesto a passagem a efectivos de todos os trabalhadores que exerçam funções de carácter permanente e a revogação da norma legal sobre a contratação a prazo dos trabalhadores à procura do primeiro emprego e dos desempregados de longa duração. No final da manifestação serão entregues cerca de 50 mil postais de um abaixo-assinado, recolhidos na Campanha Contra a precaridade, por todo o País, pela interjovem.

 

 

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Quatro mais Três? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos