Economia

PSD/Açores defende reservas alimentares para diminuir dependência

  • 28 de Maio de 2010
  • 219 Visualizações, Última Leitura a 21 Agosto 2017 às 15:38
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O PSD/Açores defendeu ontem, em Angra do Heroísmo, a criação de reservas estratégicas de produção alimentar de forma a minimizar a dependência de produtos vindos do exterior.

Segundo disse António Ventura, a criação destas reservas hortícolas justifica-se “pela nossa condição arquipelágica, sujeita a intempéries”.

Por outro lado, adiantou, as reservas permitiriam o controlo da segurança alimentar, ao mesmo tempo que potenciariam o emprego e a fixação da população.

“A importação, em detrimento de produções locais, acarreta perigos”, dizem os deputados”, adiantando que “por um lado, torna-nos muito vulneráveis, devido ao grau de dependência com o exterior, para mais em ilhas sujeitas à força da natureza e, por outro lado, atendendo à distância e aos diferentes critérios legislativos de segurança alimentar existentes nos distintos países, ficamos impossibilitados de controlar o modo de produção destes bens”.


Reservas ameaçadas

De facto, as atuais reservas de produção alimentar estão a ser ameaçadas pela pressão industrial, ambiental e urbanística que “estão a tirar terras à agricultura”, afirmou António Ventura.

Para os sociais-democratas  a constituição destas áreas reservadas para a produção hortícola, em todas as ilhas,  deve começar pelo conhecimento dos terrenos e pelo seu acompanhamento.

Assim, os deputados do PSD/Açores vão levar ao Parlamento um projeto de resolução para que o Governo Regional apresente um relatório sobre a situação atual e  as perspetivas futuras do auto-aprovisionamento alimentar humano e animal nos Açores.

“Precisamos quantificar e qualificar para concertarmos uma estratégia produtiva”, disse António Ventura, adiantando que “é urgente estudar a capacidade de produção dos solos da Região”.

O deputado sustenta ainda que “não podemos seguir unicamente as linhas de pensamento da UE, é necessário apresentarmos ideias próprias”. Simultaneamente, disse António Ventura, “é importante que os produtores deixem de se sentir sozinhos” pelo que “são necessárias políticas de acompanhamento e incentivo”.


Dependência

Segundo números apresentados pelo deputado António Ventura, a Região importa cerca de 70% dos produtos hortícolas que consome e 50% da alimentação das vacas leiteiras.

“Nos Açores conseguimos ser autossuficientes em leite, carne e peixe”, dizem os sociais democratas. “Todavia, em outros produtos, como os hortícolas, as frutas ou matérias-primas, como o milho, o grão e o trigo, temos de recorrer à importação”, adiantam.

A dependência do exterior pode ser ultrapassada com o recurso ao marketing dos produtos locais.
“Temos vindo a defender o consumo dos produtos regionais, o que só pode ser feito com a publicitação das vantagens desse consumo”, recordou António Ventura.
Os deputados recordaram que “o chavão dos governos PS tem sido a qualidade dos produtos regionais, o que só prova que não se tem conseguido potencializar o consumo interno”.


Governo Regional não cumpre com as suas responsabilidades

Segundo recordou o deputado social-democrata António Ventura,  o Governo Regional não respondeu aos dois requerimentos enviados à Assembleia sobre a mesma matéria.

O primeiro requerimento, enviado a 19 de março de 2008, sobre auto-aprovisionamento alimentar nos Açores, aguarda resposta. De acordo com o deputado, “o Governo Regional já estaria a tomar medidas no sentido de resolver a situação, mas até agora não vimos quaisquer resultados”. O segundo projeto de resolução, também sem resposta, data de seis de agosto de 2009.

Assim, para os deputados sociais-democratas o Governo Regional não está a cumprir com as suas responsabilidades.

“O que a Assembleia tem que fazer é receber os requerimentos dos deputados, analisar e dar uma resposta o mais breve possível”, disse. Neste sentido, sustenta, “estamos perante um total desrespeito da Assembleia que se esconde atrás da falta de soluções”.

Para o deputado, o problema tem que ver com a falta de estudos e de informação sobre a questão. “O Governo Regional não estuda nem acompanha os problemas da alimentação no arquipélago”, frisou.

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