Economia

Comércio admite não reflectir aumento do IVA nos preços

  • 13 de Maio de 2010
  • 228 Visualizações, Última Leitura a 21 Agosto 2017 às 04:34
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O comércio admite não reflectir nos preços o aumento do IVA hoje anunciado pelo Governo, que será de 1 ponto percentual em todos os escalões do imposto, segundo associações do sector contactadas pela agência Lusa.

"Neste momento o mercado não suporta um aumento dos preços, os comerciantes vão optar por reduzir a margem de lucro", disse à agência Lusa o presidente da Associação de Comerciantes do Porto, Nuno Camilo.

O responsável considera que antes deste anúncio o Governo deveria ter tomado "outras medidas", como "fiscalizar a economia paralela", já que "não se percebe como aumentou a riqueza em 1 por cento no primeiro trimestre de 2010 [face ao trimestre anterior] quando o desemprego não para de aumentar".

Para a AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal), também a maioria dos seus associados não deverá "repercutir nos preços o aumento do IVA", disse à Lusa o presidente da associação, Mário Pereira Gonçalves.

"O nosso sector vive do turismo e temos de ser competitivos, o que não conseguimos quando temos o IVA [da restauração] muito acima dos nossos mais directos concorrentes. A Espanha aumentou agora o IVA para 8 por cento e a França desceu [em 2009] de 19,6 para 5,5 por cento".

Na mesma linha, a Confederação do Turismo Português considera que o aumento do IVA "surge numa altura particularmente difícil para as empresas do sector do turismo".

"A subida das taxas reduzidas, em particular na restauração, de 12 para 13 por cento, é extremamente desvantajosa, aumentando o nosso fosso relativamente à Espanha e França", considerou a confederação, acrescentando que "deveria proteger-se um sector de actividade por todos reconhecido como o motor para a retoma da economia".

Para a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) as medidas anunciadas vão originar "uma quebra da actividade do sector que acabará por se reflectir na arrecadação de receitas, no encerramento de empresas e no consequente aumento do desemprego" e pediu que o "carácter transitório das medidas seja cumprido".

Para António Sampaio, presidente da Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), a repercussão do aumento do IVA nos preços irá "depender dos produtos", no entanto, o aumento deste imposto "nunca é bom para a economia e o consumo", disse à Lusa.

"Se pensarmos nestas medidas como um ato de solidariedade num momento difícil fazem sentido, mas não serão bem aceites se não houver uma restrição do lado da despesa", concluiu.

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